Reproduzimos
matéria veiculada no site Resistência
Camponesa
Defender
os camponeses acampados na Fazenda Santa Elina!

No
dia 17 de agosto, policiais militares estiverem no acampamento da
Fazenda Santa Elina com o objetivo de intimidar os camponeses, fazer
o levantamento da área para uma possível ação
de despejo e notificar o interdito proibitório concedido
dia 5 desse mês pela juíza Sandra Beatriz Merenda,
da 2ª Vara Cível de Vilhena.
O
interdito proibitório é um instrumento jurídico
que funciona para justificar as ações abusivas da
polícia contra os camponeses e o povo da região para
tentar impedir que outras fazendas sejam ocupadas.
Ainda
segundo informações de moradores de Chupinguaia, cerca
de 60 policiais militares chegaram à esta cidade e se dirigiram
a uma fazenda da região para supostamente realizar “treinamentos”.
Ao
invés de dar terra ao povo o que o velho Estado oferece é
mais ameaças e repressão.
Já
se passaram quinze anos desde a resistência camponesa de Corumbiara
em 1995. De lá pra cá, muito já nos foi prometido,
mas até hoje as vítimas não foram indenizadas,
os torturadores e assassinos não foram punidos e a fazenda
Santa Elina não foi cortada.
Já
são quinze anos de enrolação e promessas, sendo
os últimos 8 anos de governo Lula. O mesmo Lula que em 1995,
em plena campanha eleitoral, veio até Corumbiara prometer
que atenderia as reivindicações das vítimas
se fosse eleito.
E
agora, em mais um ano eleitoral, o PT e suas entidades governistas,
querem novamente usar o nome e o sangue das vítimas na suja
disputa por votos. Enquanto continuam a fazer promessas, espalham
o medo, boatos e incentivam a repressão contra a justa luta
das vítimas.
Por
tudo isso, cansamos de esperar e retomamos a fazenda apesar de todas
as dificuldades, ameaças e perseguições. E
uma vez mais, reafirmamos que nós, vítimas de Santa
Elina e demais camponeses que desde o dia 25 de julho estamos acampados
nessa fazenda estamos dispostos a resistir a qualquer tentativa
de despejo.
Essa
terra é nossa, está regada com o nosso sangue e o
de nossos familiares. Retomamos essa terra e dela não vamos
mais sair, aqui vamos cortar os lotes, distribuir para as vítimas
de Santa Elina e demais famílias de camponeses pobres. Nessa
terra vamos trabalhar, viver com dignidade e construir um novo futuro
para nossos filhos.
Conclamamos
a todos camponeses, trabalhadores em geral, comerciantes, estudantes,
intelectuais honestos, pessoas e movimentos democráticos
em todo o país, para defender e apoiar honestamente as famílias
acampadas na Fazenda Santa Elina contra qualquer tentativa de repressão.
Pelo corte imediato da fazenda Santa Elina!
O
povo quer terra, e não repressão!
CODEVISE
- Comitê de Defesa das Vítimas de Santa Elina
LCP
– Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia
Ocidental

Luiz
Inácio - PT, então candidato, na fazenda Santa Elina
após o "massacre".
Na ocasião, ele prometeu que "se eleito" cortaria
as terras da Santa Elina, as entregaria
aos camponeses e faria justiça. Nenhuma das promessas foi
cumprida.

9 de agosto de 1995: foto dos camponeses em frente
ao acampamento após a tomada da Santa Elina

Campo de futebol próximo ao acampamento foi
transformado em um campo de torturas da polícia

Violência
comprovada por exame de corpo de delito.
Foto cedida pela CPT de Porto Velho – Colorado do Oeste, 12/08/95

Tortura
comprovada por exame de corpo de delito.
Foto cedida pela CPT de Porto Velho – Colorado do Oeste, 12/08/95

Uma
família sobrevivente de Corumbiara no acampamento de Colorado
do Oeste.

Violência
comprovada por exame de corpo de delito.
Foto cedida pela CPT de Porto Velho – Colorado do Oeste, 12/08/95

Violência
comprovada por exame de corpo de delito.
Foto cedida pela CPT de Porto Velho – Colorado do Oeste, 12/08/95
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