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Tropa
da elite é assassina de pobres, manada de bestas feras e
bando de imbecis covardes que a imprensa fascista estuma e protege.
Abaixo
o fascismo
Vai
homem de preto,
cumprir sua missão:
Assassinar criança pobre,
com tiro no coração!
A
criança pobre Jorge Cauã Lacerda, de apenas 4 anos, moradora
na Favela da Coréia, em Senador Camará, zona oeste do Rio,
é uma das mais recentes vitimas da barbárie instalada no
Brasil e da ação de extermínio de pobres perpetrada
pelas forças policiais assassinas e covardes. Jorge Cauã
teve o coração varado por bala disparada por policiais,
por volta das 11 horas do dia 17/10, quando policiais atiravam contra
supostos traficantes que se escondiam dentro de um barraco ao lado onde
ele morava. As balas de fuzis atravessaram as paredes e destruíram
todos móveis da casa onde estavam Cauã, sua mãe e
um bebê de 9 meses. Outros dez moradores da favela também
foram assassinados.
Imagens de emissoras de TV exibidas no dia não conseguiram esconder
e mostram a policia disparando em direção aos barracos,
o Caveirão (carro blindado) disparando para todo lado e policiais
atirando de dentro de um helicóptero, alvejando e assassinando
diante das câmeras, dois homens desarmados e sem camisa que corriam
desesperados pelo morro descampado, ao lado da favela. Se gundo
relatos dessa própria imprensa foram sete horas de intensos disparos
(sete horas de terror) em diferentes pontos da favela, que é plana
e se estende por cerca de cinco quilômetros. Quatro policiais e
um morador ficaram feridos; outros 13 moradores foram presos.
Como denuncia a Justiça Global, a OAB-RJ e mais de 30 entidades
democráticas, há 10 meses a população do Rio
de Janeiro vem assistindo a repetidas execuções sumárias
de supostos traficantes. As ações da policia têm provocado
medo e terror nas comunidades, impedido o funcionamento de escolas públicas
e fechado o comércio local assim como aconteceu no Complexo do
Alemão. No dia 27 de Junho de 2007, uma megaoperação
nesta comunidade deixou 19 mortos. Desde então, em várias
comunidades no Rio, mais de 100 pessoas foram assassinadas durante incursões
policiais.
As cenas exibidas pela televisão confirmam que o foco principal
da polícia é a execução: dois rapazes, supostamente
traficantes, foram perseguidos por helicópteros, alvejados e mortos
diante das câmeras. A polícia do Rio insiste em ter como
critério de eficiência o alto índice de mortes.
Essa barbaridade policial é o cotidiano vivido pelos pobres nas
favelas e periferias e que o noticiário da imprensa e filmes, como
tropa de elite, buscam criar o caldo de cultura fascista para legitimar
e justificar a matança desenfreada. Os policiais invadem as localidades
pobres, inclusive com uso de carros blindados e helicópteros, disparando
armas de guerra, sem se importar em quem vai atingir; afinal ali só
tem pobres; não têm nenhum marginal rico, políticos
corruptos, governantes fascistas, senadores devassos, deputados mensalão,
banqueiros, latifundiários, grandes empresários, etc., de
quem essa tropa de covardes recebe ordens e é a principal base
de sustentação! A imprensa fascista usa de todos os subterfúgios
para justificar a política do governo de criminalização
da pobreza e as chacinas perpetradas pelo aparato repressivo.
Na
incursão que assassinou o menino Cauã e mais dez moradores
da favela, foram mobilizados cerca de 500 policiais civis de delegacias
especializadas do Rio e policiais militares. A imprensa, também
fascista, registra a morte de 12 pessoas - dez moradores que ela faz o
prejulgamento de ligação com o tráfico, um policial
e a criança de quatro anos – que devido a sua tenra idade
não tem como taxá-la de marginal e traficante. Para essa
imprensa fascista os 10 moradores mortos são apenas um número;
não tem nomes, sobrenomes nem idades, apenas a imputação
de ligação ao tráfico que para esses canalhas já
justifica a pena de morte e execução sumária –
isto bem claro se for do varejo, da arraia miúda, porque aqueles
que financiam/chefiam/acobertam e auferem altíssimos lucros com
o tráfico (políticos, empresários, coronéis,
delegados, etc.) são devidamente ocultados e protegidos. A imprensa
fascista faz questão de registrar apenas um lado. Registra o nome,
sobrenome e idade dos policiais que são atingidos nessas barbáries
perpetradas pelo sistema, bem como o drama de suas famílias, ocultando
o sofrimento e tragédia das famílias dos ditos traficantes.
Prova do adestramento dessa imprensa é o denominado Curso de Segurança
para Áreas Hostis, realizado no Rio de Janeiro, dos dias 15 a 20
de outubro e ministrado por um mercenário que vem do Afeganistão,
onde trabalha para a TOR (sigla em inglês de Treinamento de Recursos
em Operações), empresa de segurança inglesa especializada
em treinar assassinos profissionais que atuam em áreas conflagradas
por conflitos armados no mundo (diga-se, países invadidos e agredidos
pelo imperialismo, com suas populações submetidas a todo
tipo de atrocidades). Entre os palestrantes está o ex-capitão
do Bope, Rodrigo Pimentel, co-roteirista do filme Tropa de Elite. Participam
25 jornalistas (cinco do Globo) e aulas práticas são dadas
no estande de tiros da policia civil, no bairro do Cajú e nas vielas
da “favela” construída para treinamento do exército.
O treinamento é uma iniciativa dos sindicatos patronais das empresas
de rádio, televisão, jornais e revistas, em parceria com
os pelegos do Sindicato dos Jornalistas e conta também com o International
News Safety Institute (INSI). Isso é uma doutrinação
fascista e está muito distante de uma instrução de
meios de proteção para jornalistas que cubram áreas
de conflito.
O
fascista secretário de Segurança do Rio, José Mariano
Beltrame, declarou que a operação na favela cumpriu parte
do objetivo, e o fascista governador Sérgio Cabral Filho (PMDB)
afirmou que a polícia estava lá para defender os inocentes
e livrar a comunidade da barbárie. Segundo ele, o ataque aos pobres
será permanente e dará todo apoio às incursões
de extermínio da polícia. O secretário tem carta
branca para agir e meu estímulo para que trabalhe cada vez mais
nessa direção.
É um governador fascista desse tipo e mandante de assassinatos
de pobres que o bobo da corte, o gerente Luiz Inácio, considera
como grande aliado! Se houvesse democracia e justiça nesse país,
esse governador e o secretário de segurança fascistas, teriam
que ser imediatamente exonerados e presos e feita uma rigorosa investigação
das circunstâncias de todas as mortes ocorridas na Favela da Coréia
e a rigorosa punição dos outros culpados. Mas como acontece
com as constantes chacinas de pobres ocorridas no país, persiste
a impunidade e covis de bandidos como o governo do Rio, o Congresso Nacional
de corruptos, mensaleiros e sangue-sugas, etc., seguem impunes.
Só a mobilização popular, a aliança operário-camponesa
para a constituição de uma nova e verdadeira Democracia
com derrubada desse Estado podre e genocida e a supressão desse
sistema de exploração é que poderá haver e
garantir justiça aos pobres.
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