Abaixo o salário mínimo de fome do governo e centrais governistas!

Farsa de negociação entre governo e cúpula pelega das centrais

O governo e as cúpulas corrompidas e pelegas das centrais sindicais (CUT, Força Sindical, etc.) novamente encenaram a farsa de negociação de reajuste do salário mínimo. Novamente, as cúpulas corrompidas e pelegas das centrais respaldaram o arrocho imposto pelo governo e a política do FMI. Apenas R$ 1 real por dia será o resultado da falsa negociação e do reajuste do novo salário mínimo acordado pelos pelegos.

R$ 380 é o misero salário destinado a milhões de trabalhadores brasileiros. Miseráveis R$ 380 para quem realmente trabalha e executa as tarefas mais difíceis e penosas. Já para os corruptos e folgados deputados e senadores, o reajuste, que certamente vigorará no próximo ano, graças às costumeiras manobras, será da ordem de mais de 91%; equivalendo a R$ 148 mil mensais para senadores e R$ 110 mil para deputados. Este escandaloso reajuste, para quem vive na mordomia e na corrupção, atingirá também, em cascata, todo o alto escalão do poder legislativo, executivo e judiciário. Entre os beneficiados pela imoralidade e a farra de remunerações milionárias estão também membros da pervertida cúpula sindical e membros do governo e partidos, o qual apóiam e de quem são correligionários. Isto sem falar nas “caixinhas” da corrupção nos lucros bilionários dos bancos e outros monopólios.

Continuando a cumprir o seu papel de capacho do governo FMI-Lula e de respaldar a política de arrocho, as centrais sindicais, particularmente a CUT, também fazem jogo de cena contra o aumento dos deputados e senadores. Justo a CUT que esses anos todos foi o trampolim político para alçar o PT e o PCdoB a presidência da Câmara dos Deputados, presidência da Republica e outros principais cargos do aparato de Estado e cujos principais detentores de mandados políticos provém deste movimento sindical oportunista.

Para desmascarar essa hipocrisia levantamos a bandeira de aplicação imediata do mesmo percentual de reajuste dos deputados para todos trabalhadores brasileiros, em especial, no salário mínimo. Por quê o reajuste do mínimo tem de ser de apenas 8,57%, enquanto os deputados, membros do governo e da cúpula das centrais se esbaldam em remunerações milionárias e mais de 91% de reajuste?

Exigimos que se faça a verdadeira discussão que tem de ser feita: o atual salário mínimo é irrisório, não garante sequer a satisfação das necessidades essenciais dos trabalhadores e suas famílias e não cumpre também o que está estabelecido na Constituição Federal.

Como fizeram nos anos anteriores, os pelegos jogaram com uma discussão sobre um determinado índice, para depois se acertar com o governo. Esses sindicalistas oportunistas que inicialmente pediam R$ 420, agora, como não podia deixar de ser, aceitam os miseráveis R$ 380 e ainda dizem que asseguraram “uma política de valorização do salário mínimo”.

A vinculação do salário mínimo ao PIB, estabelecida no acordo entre governo e pelegos, impedirá a repetição de reajustes acima das manipuladas taxas oficiais, como os verificados em 2005 e 2006 (de 13% e 16,6%, respectivamente). Fica estabelecido que nem esses irrisórios reajustes serão feitos e apesar disso, as cúpulas corrompidas das centrais sindicais não se envergonham de declarar que gostaram da fórmula. Os pelegos descaradamente afirmam que “ela garantirá o atual poder de compra e seu aumento de acordo com o crescimento da economia”.

Isso não acontece à toa. Como fieis serviçais da classe patronal e membros da CIOSL (atual CIS, a central sindical do imperialismo) os pelegos se submetem totalmente a política de arrocho determinada pelo FMI e a respaldam integralmente. Os canalhas ainda arrolam na discussão o falso “desequilíbrio da Previdência” e buscam criar condições e argumentos para o governo FMI-Lula continuar a investir contra a Previdência Publica e retirar direitos dos aposentados e de todos trabalhadores brasileiros. Sobre a sonegação e o desfalque feito pelo governo, bancos e grandes empresas contra a Previdência Publica, os pelegos não dizem nada. Também não dizem nada sobre o desfalque ao Tesouro Público e outros impostos perpetrado pelos bancos, grandes empresas e grandes fortunas, e a exclusiva taxação sobre os assalariados.

Com o jogo safado do governo e cúpula governista das centrais ficam prejudicados os cerca de 25 milhões de brasileiros que recebem um salário mínimo por mês, entre eles 16 milhões de aposentados; além dos milhões de assalariados, que apesar dos seus parcos proventos, são garfados pelo leão do imposto de renda.

O gerente Lula, capacho da política imperialista do USA se congratula com seu cúmplice Luíz Marinho


É importante lembrar, que os pilantras, no período das eleições prometiam um reajuste do mínimo para R$ 400,00. Os oportunistas novamente realizaram negociações de araque, e sentaram com seus pares do governo para aceitar o miserável reajuste do salário mínimo e a extorsiva tabela do imposto sobre os salários que as classes dominantes quiseram impor. Esse é o jogo sujo do governo e da cúpula traidora e governista da CUT e Força Sindical.

Repudiando os pelegos e traidores, o movimento sindical classista exige é que seja cumprida a Constituição Federal que diz em seu capítulo II, dos Direitos Sociais, artigo 7º, inciso IV, que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir as necessidades vitais básicas do trabalhador e de sua família, com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social.

Em vigor desde 1º de maio de 1940, o salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ser de R$ 1.613,08 no mês passado, para suprir suas necessidades básicas e da família, segundo levantamento divulgado sexta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Com base no maior valor apurado para a cesta, de R$ 192,01, em Porto Alegre, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ser 4,61 vezes maior que o piso vigente, de R$ 350.

Somos nós trabalhadores, da cidade e do campo, que produzimos toda a riqueza do mundo. Não podemos continuar sendo cruel e violentamente explorados por esses grandes burgueses e latifundiários, parasitas e sanguessugas, que se apropriam dos frutos do nosso trabalho, dividindo com os imperialistas, seus amos e senhores, o que na labuta diária edificamos.

Os R$ 380 com que pretendem que passemos um mês, não paga nem um jantar dessa corja de corruptos. Sem contar que pelo controle do Estado, eles nos tiram a maior parte desse miserável salário nas contas de água, luz, IPTU, etc.

Vejamos todos! Dizem que o país é pobre, que se ganharmos mais vai quebrar a previdência, que se ganharmos mais não vai ter emprego, que se ganharmos mais o país não vai poder “honrar” seus compromissos com os “credores internacionais”, etc., etc., etc...

Tentam nos enganar dizendo que um aumento irrisório é o “limite da responsabilidade”, pois se quisermos ou reivindicarmos o certo, o país vai por água abaixo, e quem vai sofrer somos nós!

Quanta canalhice! Quem são esses deputados e esses pelegos para falar em honra, responsabilidade, e outras coisas mais que, está provado, eles não têm? Como podem falar em aumentar o salário mínimo em pouco menos de 8%, enquanto pretendem aumentar seu próprio salário em mais de 91%?

Como podem falar em honra, sendo que o deputado mais votado do PT(mesmo partido do Presidente da República) em Minas Gerais, Juvenil Alves, roubou mais de 1 Bilhão de reais dos cofres públicos! Como podem falar em responsabilidade, se sabem que uma conta de água e luz não fica por menos de R$ 50,00, que uma consulta médica não fica por menos de R$ 50,00, que de transporte um trabalhador não gasta menos R$ 100,00 por mês, ele sozinho, sem contar que seus filhos tem de ir a escola, etc.

Como podem falar em responsabilidade, se decretando este salário estão condenando à morte milhões de brasileiros?

Desmascaremos tudo isso, mais uma farsa, essa “discussão” sobre o salário mínimo, pois todos sabemos que depois que ele entra em vigor, todos os preços sobem, com a alegação de que “aumentou o salário”!

O que separa o joio do trigo, o que separa a verdade da mentira, qual é a luta verdadeira, é ver quem mendiga os pouco mais de R$ 400,00 reais, que nada mais é do que a proposta do governo e do FMI, e quem levanta a bandeira do verdadeiro salário mínimo de R$1.613,08!

Não vai ser nesse Congresso de corruptos que esta questão vai ser resolvida. Só derrotando todo esse sistema de exploração os trabalhadores vão poder usufruir de tudo o que produzem. E o povo vencerá, numa luta longa e dura, com organização e mobilização, com aliança operário-camponesa, quando se livrar definitivamente de todas as ilusões!

Exigimos o salário mínimo determinado pela Constituição, que seria hoje de R$1.613,08
Exigimos o salário mínimo de R$1.613,08 pois este é o valor calculado pelo DIEESE para que sejam garantidas as necessidades básicas o trabalhador e da sua família.
Exigimos o salário mínimo de R$1.613,08 pois este é o valor necessário para arcarmos com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social.

Liga Operária