Resposta
aos ataques de “Istoé”
Jaru, 31 de março de 2008
Novamente a revista Istoé, pelas mãos do jornalista
Alan Rodrigues insiste em publicar mentiras com objetivo de caluniar
e difamar a Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e criminalizar
a luta pela terra.
Sem nenhuma prova para apresentar, a revista repete a invencionice
de a LCP “treinar homens armados” e “ter base
de treinamento guerrilheiro”.
Os assassinatos de camponeses, que estavam acampados ou assentados
na região e que a matéria qualifica de “militantes
da organização clandestina”, foram ações
covardes de pistoleiros e policiais a soldo do latifúndio.
Que sempre atuaram na região.
O que afirmam ser “uma área dominada por insurgentes”
na verdade qualquer um tem livre acesso.
A LCP surgiu a partir da luta dos camponeses na fazenda Santa Elina
em Corumbiara em 1995, é uma organização independente
dos camponeses pobres.
Desde sua fundação realizamos inúmeras atividades
em todo o estado, como passeatas, atos, manifestações,
encontros, congressos etc. Todos de conhecimento público
e abertos à participação de qualquer um. Temos
uma sede com endereço e telefone na cidade de Jaru.
A Liga dos Camponeses não é uma organização
clandestina e nem braço armado de nenhuma organização.
Na matéria o governador Ivo Cassol (expulso de partido político
por suspeita de corrupção) ao atacar os camponeses
deixa claro que quer defender os grandes madeireiros e os latifundiários
produtores de soja e criadores de gado, que são os responsáveis
pelo desmatamento na Amazônia. Além de usar esta imprensa
venal para encobrir as acusações, que correm na boca
do povo, de que ele, o governador, está por trás dos
massacres que vem ocorrendo no garimpo de diamantes da reserva Roosevelt.
Já o ouvidor agrário nada fala sobre o dossiê
de denúncias entregue por representantes da LCP, que trata
sobre os abusos da polícia e crimes do latifúndio
ao longo dos últimos anos no estado de Rondônia. Todo
o Brasil sabe da impunidade dos crimes do latifúndio: são
centenas de camponeses covardemente assassinados todos os anos,
são massacres que se repetem (Corumbiara em 1995, Eldorado
dos Carajás em 1996, só para ficar nos de mais repercussão).
Nenhuma denúncia é investigada, nenhum latifundiário
é preso.
É muito grave o que estão preparando os latifundiários,
sua imprensa, sua polícia e governo estadual. Anunciam o
planejamento de mais um crime. Querem massacrar os camponeses de
Jacinópolis e de várias outras áreas de Rondônia.
Conclamamos a todos os verdadeiros democratas, intelectuais honestos,
estudantes, professores, aos camponeses e ao povo de Rondônia
a repudiar esta campanha sórdida contra a luta camponesa.
O povo quer terra, não repressão!
Abaixo a criminalização do movimento camponês!
Abaixo a imprensa sensacionalista serviçal do latifúndio!
LCP - Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia
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