No
dia 07 de novembro as famílias acampadas na fazenda Santa
Elina no município de Corumbiara foram atacadas por policiais
militares. Os policiais em cinco viaturas invadiram e revistaram
barracos causando revolta nas famílias e nos moradores dos
sítios vizinhos. Ao todo, três camponeses foram presos,
incluindo uma mulher presa por contestar os abusos dos policiais.
No mesmo dia, dois deles foram soltos, mas o camponês Valmir
de Souza permanece preso em Colorado do Oeste, acusado injustamente
de porte de arma.
A
polícia deu a desculpa de que teriam recebido uma denúncia
sobre a presença de armas no acampamento. Mas não
resta dúvida de que tal ação cumpriu o objetivo
de preparar terreno para outros ataques às famílias
acampadas, tanto é que logo após a operação
foram realizados dezenas de disparos contra o acampamento, num claro
sinal de coordenação entre as ações
da polícia militar e pistoleiros, a mando de latifundiários
da região.
Há
meses as famílias denunciam ataques de bandos armados da
fazenda juntamente com policiais militares a serviço dos
latifundiários. A Ouvidoria Agrária e o Incra foram
avisados várias vezes, também um grupo de camponeses
foi até a polícia federal em Vilhena onde entregaram
dezenas de cartuchos deflagrados nos ataques ao acampamento. Nenhuma
providência foi tomada pelas autoridades.
Depois
de várias denúncias, os bandos armados continuam na
sede da fazenda, nenhum pistoleiro ou mesmo o dono da fazenda foi
intimado a dar explicações sobre as denúncias,
a polícia militar sequer foi ao local a não ser agora,
para prender camponeses.
Estes
fatos não deixam dúvidas sobre o verdadeiro papel
da polícia militar de Rondônia que é o de fiel
cão de guarda do latifúndio. Revelam também
o caráter e significado das operações “Paz
no Campo” da Ouvidoria Agrária, que é paz para
os latifundiários e guerra contra os camponeses pobres.
Pelo corte imediato da fazenda Santa Elina!
Indenização a todas as vítimas do massacre
de Corumbiara!
Comitê de Defesa das Vítimas de Santa Elina
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