Manifesto contra a carestia de vida, a corrupção e a farsa das eleições


De dois em dois anos o velho Estado, através dos monopólios de comunicação, chantageia o povo pressionando para que todos compareçam às urnas para cumprir com o dever de “cidadão”. Para as classes dominantes e seu velho Estado, o pobre é cidadão somente para eleger quem será o seu próximo capataz.

Alta dos preços, salários de fome e violência policial contra o povo pobre
Propagandeiam que tudo está melhorando, porém vemos completamente o contrário. O salário mínimo é 525% menor que o mínimo necessário para suprir as despesas básicas de uma família, segundo a própria constituição do país, o que corresponde a R$ 2.072,30 ao invés dos míseros R$ 415,00. No último ano o salário mínimo aumentou apenas 9%, no entanto na grande Belo Horizonte só a inflação da cesta básica acumula um aumento de 29,79%, custando cerca de R$228,32, mais que a metade do salário mínimo.
Enquanto um pai de família gasta 117 horas de trabalho para comprar uma cesta básica, os banqueiros comemoram lucros recordes. Somente em 2007 trinta e um grupos financeiros tiveram um lucro liquido de R$34 bilhões, apenas o Itaú lucrou R$8,5 bilhões e o Bradesco R$8,1 bilhões.
O país vive uma situação de colapso no sistema público de saúde, filas quilométricas, gente morrendo sem atendimento adequado, falta de leitos para internação, epidemias como a de dengue, morticínio de crianças recém-nascidas como no Pará. Na educação a situação não é diferente. Escolas caindo aos pedaços, professores e outros funcionários recebendo salários de fome, faltam material didático e vagas, nível de aprendizado dos alunos abaixo da crítica. Esta crise é decorrente do baixo investimento por parte do Estado, já que em 2007 investiu apenas R$40 bilhões na saúde e R$20 bilhões na educação, enquanto pagou a títulos de juros e amortização da dívida externa R$237 bilhões aos bancos.
O Lula tem o disparate de dizer que os preços estão aumentando porque o povo está comendo mais. Porém o que vemos é uma situação muito diferente. Pessoas padecendo e apanhando alimentos em lixões ou passando fome.
Se não bastassem as difíceis condições de vida a que o povo é submetido, todos os dias é vítima da violenta e criminosa repressão policial. Nos últimos 20 anos somente na luta pela terra 1.379 camponeses foram brutalmente assassinados. Na última década o assassinato de jovens aumentou 48%. Em 2007 somente no RJ a policia matou 1.330 pessoas. 99 indígenas também foram assassinados em 2007.
Quanto mais se aprofunda a crise econômica, política, social e moral do sistema capitalista, para garantir a sua ordem de exploração o velho Estado aumenta a repressão mais brutal contra quaisquer manifestações do povo em defesa dos seus legítimos direitos.
À esta onda repressiva e criminosa do velho Estado, o povo pobre se revolta e responde com ações cada vez mais violentas.

As eleições são chaves para o velho Estado genocida e corrupto
Se para o povo está mais que provado que estas eleições nada resolvem, para o velho Estado, cada vez mais apodrecido, elas são chave para aparentar democracia.
A corrupção desenfreada atinge todas as esferas do velho Estado. Novos “escândalos” surgem para abafar os velhos: mensalão, cuecão, montanhas de dinheiro, favorecimento de empreiteiros, juízes comprados, senadores, deputados e vereadores, bem como membros do alto escalão dos poderes executivo e judiciário, aumentam seus salários como bem querem. Sem contar os crimes que nunca vem à tona como as grandes jogadas e negociatas com que se entregam as riquezas do país as potências estrangeiras e suas corporações.
A corrupção neste sistema não é passageira. É uma doença crônica que o acompanha desde o início até o fim. Tem como um dos pontos de partida a farsa das eleições.
Nas campanhas eleitorais, os grupos de grandes burgueses e latifundiários se organizam para lançar e financiar candidatos que melhor representem seus interesses. Desta maneira, ganha quem consegue angariar mais apoio e mais dinheiro entre as classes dominantes e seus grupos de poder. Exemplo disso são as duas últimas eleições do Lula, que mais arrecadaram dinheiro, oficial e extra-oficialmente.
Os candidatos não têm nenhum comprometimento com ideais, partidos ou o povo e sim com quem os financia. Isso fica claro na disputa para prefeitura de Belo Horizonte, onde antigos “inimigos”, PT e PSDB, se aliam na candidatura de um megaempresário, que representa interesses de poderosos grupos da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG). Na verdade, esse tipo de políticos defende um mesmo partido, o dos exploradores. Todas essas legendas defendem o mesmo programa: explorar e oprimir o povo e entregar as riquezas do país para as potências estrangeiras.
Como essas eleições são movidas pelos os interesses de uma minoria de parasitas, garantidos pelo poder econômico, elas são necessariamente fraudulentas. A democracia no Brasil é tão de mentira que o que chamam de direito é, na verdade, uma obrigação: escolher de 4 em 4 anos quem será o continuador da mesma política exploradora. O voto obrigatório nada tem de democrático e as eleições somente são para legitimar a situação estabelecida, através da escolha dos governantes. Segundo os monopólios de comunicação (a imprensa burguesa), a culpa da existência da corrupção é do povo que não sabe votar.
Mas democracia não é escolher quem vai oprimir e explorar o povo. Essas eleições são a democracia do dinheiro e da corrupção, uma democracia de mentira, de uma minoria.
A verdadeira democracia é o Poder político exercido pelas massas populares, decidindo sobre todas as coisas. É o fim da fome e da miséria. É o trabalhador ter um salário digno. É o povo ter saúde, ensino, emprego, moradia e independência nacional. É acabar com o latifúndio e os camponeses terem terra para plantar.
É justo rebelar-se contra este sistema podre e opressor. O povo vem sendo massacrado em nosso país há séculos e o único caminho para mudar esse estado de coisas é através da revolução democrática, que destrua esta ordem opressora deste velho Estado, desta velha e falsa democracia, da dominação de uma minoria da população e instaure uma nova e verdadeira democracia, a da dominação da imensa maioria, as massas populares trabalhadoras.
A Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo, organização popular democrática, convoca as trabalhadoras e trabalhadores operários e camponeses, estudantes e intelectuais progressistas a boicotarem a farsa das eleições podres e corruptas. NÃO VOTE! O povo não pode contar com promessas de governantes e candidatos, deve contar apenas consigo mesmo, apoiar-se na aliança operário-camponesa e confiar em suas próprias forças. A libertação do povo deve ser realizada pelas mãos do próprio povo.
Por todo o Brasil tem se levantado trabalhadores em greve por melhores salários e melhores condições de trabalho, estudantes por melhoria na educação e contra as medidas privatistas e antidemocráticas dos governos. Camponeses pobres sem terra se levantam por todo o país na luta pela destruição do latifúndio e democratização da posse da terra impulsionando a Revolução Agrária.
Conclamamos o povo a protestar. Vamos inflamar esta cidade em manifestações populares! Vamos para as ruas, fazer a nossa propaganda contra essas eleições podres! Proteste contra a carestia de vida, contra a corrupção e a farsa eleitoral.


Rebelar-se é justo!
Eleição não! Revolução sim!
Abaixo a farsa eleitoral! Viva a revolução de nova democracia!
Aumentar o protesto popular!

Grande manifestação contra a carestia
de vida, a corrupção e a farsa das eleições
Dia 2 de outubro – praça 7 às 16 horas

Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo - FRDDP