Processo
de licitação do transporte público de Belo
Horizonte só favorece os monopólios dos transportes
Foi publicado no dia 19 de julho o resultado das licitações
para o transporte público da cidade. Nessa semana está
em trâmite o processo de renovação das licitações
públicas do transporte coletivo de Belo Horizonte. As empresas
que monopolizam o sistema de transporte coletivo, juntamente com
a Prefeitura Pimentel/PT, renovaram o dito “contrato”
de licitação para mais 20 anos, dessa vez firmaram
o acordo com a prefeitura através da quantia de R$230 milhões
que será paga em 5 anos, o que corresponde ao desconto de
R$0,10 de cada passagem paga durante esse prazo de 5 anos.

Estações
de ônibus cada vez mais lotadas
Para o povo só exploração
Nada de positivo para a população
e para os trabalhadores rodoviários está sendo firmado
nessas novas concessões, enquanto a Prefeitura festeja com
o monopólio dos transportes, a situação para
o povo só piorou. Não se discutiu sobre o alto preço
das passagens, não se discutiu sobre o passe-livre para os
estudantes, a prefeitura confirmou a construção de
mais estações, contribuindo para afunilar ainda mais
o fluxo de passageiros e lotando os ônibus, mantiveram a imposição
das jornadas excessivas de trabalho, com dupla “pegada”,
e o absurdo do banco de horas para os rodoviários.
De acordo com o procurador-geral do Município, Marcos Antônio
Rezende, o edital de licitação prevê uma mudança
da lógica de como os empresários receberão
seus lucros, o que antes era por quilometragem rodada, agora é
por passageiro transportado, ou seja, agora existe uma política
clara que estimula aos ônibus a andarem lotados.
O edital também prevê a instalação de
softwares nas roletas, câmeras e equipamentos de rastreamento
GPS em todos os ônibus, que são mecanismos que aumentam
a perseguição aos rodoviários e criam condições
para tentarem demitir os cobradores.

Para a população nada vai mudar:
Superlotação,
altas tarifas e exploração dos trabalhadores rodoviários
Concorrência de mentira
Apesar de a prefeitura ter dado as concessões, não
houve nenhuma concorrência real entre as empresas de transporte,
tudo já estava acertado e combinado, e não houve o
mínimo de debate junto com a população.
Nesse novo processo de licitação, como sempre, os
empresários que deram as cartas, impuseram mudanças
que só reforçam o monopólio que exercem sobre
o transporte público da cidade, e a exploração
sobre os trabalhadores e passageiros. A prefeitura, como verdadeiro
“pau mandado”, acatou todas as mudanças, e até
mesmo no edital já constavam as mudanças que os consórcios
impuseram.
O povo tem demonstrado sua indignação
A população não suporta mais o transporte público
como está. Os estudantes da cidade têm organizado denúncias
e manifestações em defesa do passe-livre, os trabalhadores
rodoviários realizaram uma combativa greve no início
de 2008, pelo fim do banco de horas e pela jornada de trabalho de
6 horas diárias, chegaram a parar completamente as estações
Barreiro e Diamante, no bairro Morro Alto, em março, a população
local incendiou um ônibus em protesto contra a reduzida frota
de ônibus, os trabalhadores rodoviários também
organizaram diversas denúncias, panfletagens e manifestações
contra a catraca eletrônica, um mecanismo que permite que
os cobradores sejam demitidos.
A população tem se levantado contra o caos do transporte
público, basta andar nos ônibus lotados, nas vias engarrafadas,
nos metrôs empanturrados de gente, que se vê estampado
o crescente clima de indignação. Os rodoviários
têm demonstrado que somente através de greves que conseguiremos
golpear esses empresários do transporte, e o caminho é
esse, organizando uma Greve Geral de todos os trabalhadores.
Abaixo o monopólio do transporte público!
Passe-livre para todos os Estudantes!
Pelo fim do banco de horas dos trabalhadores rodoviários!
Preparar a Greve Geral contra a exploração patronal!
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