Reproduzimos
nota divulgada pelo Comando de Greve dos trabalhadores
em educação da rede municipal de Goiás
Greve
da educação em Goiânia
Os
trabalhadores da educação do município de Goiânia
estão realizando uma importante greve em defesa de seus direitos.
No
dia 20 de maio foi decretado por unanimidade o início da
greve. O Sindicato (SINTEGO) tentou realizar os mais diversos tipos
de manobras para impedir o movimento grevista, mas não conseguiu.
Essas artimanhas para evitar o início do movimento ocorreram
devido à diretoria pertencer ao mesmo partido do Prefeito,
o PT.
Os
trabalhadores da educação do município de Goiânia
estão revoltados com a situação de descaso
com o ensino público. Os governos municipais sucatearam a
educação municipal e impuseram um tremendo arrocho
salarial aos trabalhadores. Faltam funcionários nas escolas,
já que a prefeitura não manda substitutos para os
funcionários administrativos, que ainda recebem abaixo do
mínimo, sendo necessário complemento salarial para
chegar nesse.
Os
agentes educativos, que trabalham no CEMEI's, não possuem
um plano de carreira e recebem um salário muito baixo, além
de terem a obrigação de cuidar de uma grande quantidade
de crianças em uma estrutura precária de trabalho.
Os
professores cobram o piso nacional do magistério, que segundo
a CNTE, é de R$ 1312,85. Como a maioria dos trabalhadores
trabalha em uma jornada de 30 horas, a reivindicação
é que esse valor seja pago para essa jornada de trabalho,
o que deve ser a referência salarial para o professor em início
de carreira e com diploma de magistério, que é conhecido
por PI.
Foi
diante de toda essa insatisfação que se iniciou o
movimento grevista. Para evitar as sabotagens típicas do
oportunismo da direção traidora e pelega do Sintego,
os trabalhadores organizaram um comando de greve. Esse passou a
realizar inúmeras atividades por toda a cidade, como panfletagens
em terminais de ônibus, feiras, igrejas e outros, com o objetivo
de informar a população os motivos da greve.
Mesmo
assim, com toda a mobilização e indignação
dos trabalhadores, a diretoria do SINTEGO continuou a tentar sabotar
a greve, boicotando inúmeras atividades ou organizando os
trabalhadores a realizar atividades burocráticas ou pacifistas,
como doação de sangue ou visita em gabinetes dos vereadores.
Para piorar, a diretoria convocou uma assembléia no dia 31
de maio para acabar com a greve, diante de uma indecente proposta
da prefeitura petista para os trabalhadores. O comando de greve
conseguiu se reunir antes e organizou a intervenção
na assembléia, esclarecendo os trabalhadores das manobras
do sindicato e da prefeitura e confrontando a diretoria pelega do
sindicato. Tiveram que aceitar na marra a decisão da categoria
e a greve continuou.
O
comando de greve continuou a mobilização, realizando
inúmeras atividades, como manifestação na visita
da candidata Dilma à Goiânia, manifestação
na visita do ministro Temporão à Goiânia, ocupação
da Secretaria de Educação, serenata na casa do prefeito,
entre inúmeras outras atividades. O movimento está
sendo vitorioso, pois obrigou a todos os políticos, meios
de comunicação e sociedade a discutirem sobre a educação
pública em nossa cidade.
Como
a prefeitura não apresentou nenhuma proposta para os trabalhadores
a nossa greve continua e está cada vez mais forte, onde,
segundo os dados da própria secretaria de educação,
a greve atinge mais de 95 % da rede de ensino.
O
nosso movimento grevista demonstra que a política educacional
do Partido dos Traidores é a mesma dos outros, ou seja, defendem
os interesses do sucateamento e da manutenção das
péssimas condições de trabalho nas escolas.
Esse fato nos demonstra que eleição é uma farsa
e que só a luta dos trabalhadores pode mudar essa triste
realidade.
Mais
informações no blog: http://educacaogoiania.blogspot.com
VIVA A LUTA DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO!
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