Fascismo
do Estado recai até mesmo
sobre policiais civis de SP
Policiais civis em greve há um mês e em manifestação
na região do Morumbi são violentamente reprimidos
com tiros e bombas de gás, lançados pela PM nas proximidades
do palácio do governo estadual de São Paulo, resultando
em mais de 25 feridos.
Este fato mostra uma escalada de fascismo do Estado em nosso país,
onde lutas sociais são completamente criminalizadas, tratadas
com prisões, torturas e repressões violentas a manifestações
populares.
A ação da PM em SP chamou muito atenção
pelo fato de ser uma repressão a outra polícia, no
caso a polícia civil. Porém tem sido rotineira a repressão
às lutas populares em nosso Estado, como fica claro na repressão
constante aos trabalhadores ambulantes, professores em greve e estudantes
em ocupações e manifestações.
O Governador do Estado José Serra, justificou tal ação
truculenta da PM, com o argumento de que a manifestação
da polícia civil era ilegítima por ter propósitos
políticos eleitorais. Também utilizou-se de um antigo
recurso do regime militar para proibir a manifestação
ao afirmar que a região em que está localizado o palácio
do governo é de segurança nacional. Ora essas medidas
são para proibir manifestações populares contra
as medidas do governo e também para impedir que servidores
públicos manifestem reivindicando seus direitos.
José Serra também teve a cara de pau de afirmar que
“a proposta do governo era satisfatória”. Uma
proposta salarial de 6,2% que nem repõe a inflação
do período e não atinge nem 50% da reivindicação
da categoria que são 15% de aumento salarial. Também
a proposta do governo não contempla a reivindicação
de eleição direta para o cargo de delegado geral.
O governo utilizando-se dos monopólios de comunicação
tenta passar a imagem de que a greve tem fins eleitorais, e taxa
os manifestantes de baderneiros e arruaceiros. Estas atitudes mostram
como a máscara de democracia deste velho Estado podre, vai
caindo. O nosso país vive uma escalada de repressão
sobre as lutas populares e uma onda de criminalização
das lutas sociais.
Solidarizamos com os policiais em greve e exigimos a garantia dos
direitos constitucionais de liberdade de expressão e o direito
de ir e vir, como também o direito de livre manifestação.
Abaixo
a delimitação de área de segurança nacional
no entorno do palácio do governo!
Abaixo a criminalização das lutas populares!
Liga Operária-SP
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