Núcleo
da Liga Operária de Goiânia
Governo
de Goiás corta o salário dos professores em retaliação
aos 58 dias de combativa greve!
Depois de 58 dias de greve o governo cortou o ponto dos
grevistas, o criminoso governo Alcides Rodrigues aplica o fascismo
no Estado de Goiás, proibindo as greves e manifestações
do povo, sucateando a educação e a saúde,
piorando a vida do nosso povo..
Os
trabalhadores em educação do Estado de Goiás
realizaram uma importante greve que durou 58 dias. Essa greve aconteceu
devido a política de arrocho salarial imposta pelo governador
Alcides, que visa atender os interesses dos grandes bancos e latifundiários
e não dão as mínimas condições
de vida para o povo pobre.
Os Governos estaduais levaram a educação pública
ao mais completo sucateamento. Grande parte das escolas ainda são
de placas. Poucas escolas possuem livros didáticos em quantidade
suficiente. Os recursos da merenda escolar, são destinados
diretamente para as escolas, que com os constantes atrasos nos repasses
do dinheiro, levou os fornecedores a cortar o abastecimento de alimentos
nas escolas. Uma força conjunta envolvendo Ministério
Público, Bombeiros e outros órgãos, impediu
o funcionamento de várias escolas que tinham a estrutura
física inadequada, com sérios problemas, pondo em
risco a segurança dos alunos e professores, com a possibilidade
até de desabamento. A quantidade de professores contratados
é muito grande, sendo uma necessidade o concurso público
para preenchimento das vagas, sendo um dos requisitos básicos
para a melhoria da qualidade do ensino. Esses funcionários
contratados ficam vários meses sem receber os seus salários
e quando recebem, o desconto que o governo faz rouba grande parte
desse salário.
Dentro dessa absurda situação de abandono e sucateamento,
os trabalhadores em educação se levantaram em defesa
dos direitos da categoria e dos estudantes. O governo Alcides está
com a máquina estatal parada, não pavimenta uma estrada
e nem constrói nenhuma obra. A educação e a
saúde em Goiás estão um verdadeiro caos! Os
políticos da oposição tentaram fazer uma CPI
da educação e da saúde, o que fez o governo
intervir com todo o seu poder para impedir o esclarecimento da aplicação
de recursos. Recentemente, a Controladoria Geral da União
pediu esclarecimento ao governo do Estado sobre o não investimento
da quantidade mínima de recursos exigida pela constituição
em saúde e educação. Alcides Rodrigues é
um governante criminoso, que submete a população aos
mais terríveis problemas, principalmente em saúde
e educação.
Segundo o argumento do governo, o Estado de Goiás enfrenta
vários problemas financeiros, todos resultantes do inchaço
na folha de pagamento, por esse motivo foi necessário fazer
uma reforma administrativa. Esse é um argumento mentiroso,
já que o Estado deve bilhões para o sistema financeiro,
através dos empréstimos concedidos pelos grandes bancos,
assim como a negociação de títulos da dívida
no mercado financeiro. Um exemplo é a CELG, que é
uma das empresas com maior taxa de lucro no Estado,possuindo uma
arrecadação milhonária. A CELG possui uma dívida
com a UNIÃO e com o sistema financeiro, o que em recentes
negociações apontam para a privatização.
Portanto, não existe explicação de uma empresa
dessas está com sérios problemas financeiros. Outro
aspecto que leva a crise financeira do Estado, são as isenções
fiscais concedidas as grandes empresas, através da guerra
fiscal. Goiás teve um grande crescimento industrial nas últimas
décadas devido a uma perversa política de incentivo
fiscal aos grandes grupos empresariais. Portanto, o déficit
público aumentou de forma estrondosa, fazendo com que a população
conte com a menor quantidade de investimentos sociais possíveis.
E o governador ainda afirmou na imprensa goiana "não
tenho rio de dinheiro", mas para os bancos não falta
dinheiro. Por esse motivo a situação em Goiás
está explosiva e o ânimo de luta dos trabalhadores
é demonstrado pela mobilização presente na
greve da educação.
Diante de toda essa insatisfação, os professores decidiram
por realizar uma greve, mesmo diante de todas as condições
adversas. O SINTEGO (Sindicato dos professores Estaduais) queria
organizar uma greve politiqueira, com o objetivo de desgastar os
candidatos do governo para favorecer os seus candidatos, o atual
prefeito de Goiânia Íris Rezende, e o candidato a prefeito
de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela. O candidato a prefeito
de Aparecida de Goiânia ofereceu a vice para o presidente
do SINTEGO Domingos, que só não pode aceitar pelo
motivo do seu partido (PT) ter fechado uma coligação
com o partido do governador (PP), onde inclusive, Domingos está
com um processo no conselho de ética do PT de Aparecida por
fazer campanha para Maguito Vilela. Foi por esse motivo que o SINTEGO
puxou a palavra de ordem "não votar em candidatos do
governo", sendo, que a palavra de ordem deveria ser: "abaixo
essa política podre da burguesia, dos exploradores do povo,
e dos professores!". Mas o que esperar de uma direção
ligada a própria construção do PT em Goiás,
de um grupo que já elegeu vários deputados que nunca
fizeram nada pela educação, como a , e Delúbio
Soares, mensaleiro e ex-tesoureiro do PT, que participa e é
defendido com unhas e dentes pela atual diretoria do sindicato.
Portanto essa diretoria é historicamente comprometida com
o oportunismo.
Porém, com a justa greve declarada a massa de educadores
se pôs na frete das mais diversas atividades por todas as
regiões do Estado de Goiás. Passaram a distribuir
panfletos em semáforos e nos principais terminais de ônibus,
organizaram diversas manifestações, fecharam rodovias
e acompanharam o governador Alcides em todas as suas visitas pelo
interior. Em Santa Helena de Goiás, cidade natal e berço
político de Alcides, onde sua mulher é candidata a
prefeita, o governador mandou a polícia barrar os ônibus
dos manifestantes, que desceram e terminaram o trajeto de pé.
Um professor levantou uma faixa ?Alcides covarde!? e teve a atenção
do governador, que desceu do palanque para agredi-lo, conforme vídeo
divulgado no you tube: http://br.youtube.com/watch?v=spGs-qGHsS4
e também http://br.youtube.com/watch?v=cQrXgKOOc_U&feature=related.
Mesmo com o corpo mole do sindicato ocorreram várias ações
espontâneas das massas. Boicote de cadeados de escolas que
continuavam a funcionar, piquete em escolas de Aparecida de Goiânia,
acampamentos por várias cidades do interior do Estado, entre
outras ousadas ações. Em Senador Canedo a greve atingiu
80% das escolas, permanecendo em funcionamento apenas as escolas
com EAJA e uma escola de um diretor do Sintego. O Sindicanedo foi
solicitado a apoiar o movimento e emprestou o carro e materiais
para panfletos. Em Aparecida faltou atuação do sindicato
na base, mas mesmo assim a greve atingiu maioria dos locais. Assim
foi em todo o Estado. O resultado de todo o movimento demonstra
toda a vontade de luta das massas populares em Goiás e a
conscientização diante do papel do estado.
O tamanho do autoritarismo no Estado de Goiás se deu em manifestação
realizada na cidade de Anápolis. Lá, o presidente
do SINTEGO, Domingos, foi preso por falar ao microfone na manifestação.
A polícia orientou o Sr Domingos a não fazer nenhum
pronunciamento no microfone, falando que em época eleitoral
não se pode fazer esse tipo de movimento, sendo esse um esdrúxulo
argumento, mas que foi acatado pelo Sr. Domingos. Ao final da manifestação
esse utilizou o microfone para informar onde estavam os ônibus
e foi detido por esse capitão que alegou que o presidente
do sindicato estava desrespeitando uma ordem sua, deu voz de prisão
ao presidente, alegando que este estava preso por desacato a autoridade.
A massa acompanhou Domingos até a delegacia e de lá
saiu só quando esse foi solto.
A greve foi decretada ilegal pela justiça, que de forma absurda
não obriga o governador a melhorar as situações
das escolas, mas quer ver os professores lecionando em péssimas
condições, esse fato demonstra como o juiz Eduardo
Mascarenhas da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual,
(um puxa saco do governo, que provavelmente deve estar recebendo
por fora) e a justiça de uma forma geral, estão a
serviço da burguesia e dos interesses do grande capital.
Em assembléia realizada no último dia 26 de setembro
a categoria resolveu por encerrar o movimento depois de 58 dias
parados. Essa decisão contou com manobras do sindicato, que
argumentou com várias intervenções pelo fim
do movimento. O sindicato agiu de forma a conter o movimento dentro
da legalidade e impedindo que esse tomasse contornos mais radicais.
Para piorar a situação o governo mandou cortar o salário
de todos os grevistas. Os trabalhadores foram olhar os seus contra-cheques
e perceberam que estavam com o corte total de salário. Os
professores falaram que não vão repor as aulas enquanto
não receberem seus salários. Os maiores prejudicados
serão os estudantes, que ficarão sem aulas de reposição
e com as horríveis condições das escolas públicas
em Goiás. O governador Alcides deveria ser responsabilizado
criminalmente pela situação em que impôs para
a educação e saúde em Goiás. Sucateia
esses setores para manter os benefícios dos banqueiros e
empresários. Enquanto o governo não cumpre a constituição
quanto aos recursos mínimos a serem investidos em saúde
e educação, que deveria levar o governador para a
cadeia, e não é responsabilizado por isso, os trabalhadores
em educação vão atravessar um mês de
cão, se endividando com as financeiras e recebendo doações
da população. O caminho é a luta até
o fim, pela revolução que derrube esse sistema autoritário
a serviço dos grandes empresários, banqueiros e empresários.
A justiça não é cega, ela sabe quem acerta!
Alcides
Rodrigues inimigo da educação e do povo de Goiás!
Abaixo o corte do salário dos grevistas!
Viva a luta combativa e popular!
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