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No dia 26 de maio de 2008 cerca de 300 famílias de camponeses
pobres da região de Redenção, Pau d'Arco, Casa
de Tábua e Conceição do Araguaia retomaram
o latifúndio Forkilha.
Este
latifúndio foi palco de uma das maiores operações
repressivas praticadas contra camponeses nos últimos anos
no Estado do Pará. A ação foi promovida pelas
Policias Militar, Civil e Rodoviária Federal e contou com
todo apoio de unidades do Exercito Brasileiro, a mando da governadora
ANA JULIA(PT). Esta repressão covarde contra os camponeses
ocorreu após campanha caluniosa dos meios de comunicação
do latifúndio, tanto regional como nacional como a revista
Veja e jornal Folha de S. Paulo, contra a LIGA DOS CAMPONESES POBRES.
Acusaram a Liga de "bando armado", de "quadrilha",
de "utilizar tática de guerrilha", etc., tudo isso
para justificar a repressão, torturas e perseguição
contra os camponeses da região. Esta campanha teve o dedo
sujo do deputado federal GIOVANNI QUEIROZ (PDT), ex-prefeito de
Conceição do Araguaia, conhecido testa de ferro do
latifúndio e inimigo dos camponeses. O reacionário
Giovanni Queiroz sempre foi ligado à UDR e é defensor
dos latifundiários que praticam trabalho escravo na região
(Usina Pagrisa em Ulianópolis e recentemente em fazenda de
São Félix do Xingu).
As
denúncias de torturas, violências e arbitrariedades
praticadas pela polícia durante a chamada "operação
paz no campo" contra os camponeses foram acolhidas pela Comissão
de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado do
Pará. Em duas audiências públicas em Redenção
por esta Comissão se comprovaram mais uma vez, através
do depoimento de dezenas de camponeses, as agressões, abusos
e torturas praticados pela policia a mando da governadora Ana Júlia
(PT).
A
fazenda Forkilha sempre foi lugar de crimes como assassinato, torturas
e trabalho escravo. Seu finado proprietário, Jairo Andrade,
roubou aquelas terras expulsando posseiros e indígenas; ele
foi um dos fundadores da famigerada UDR e responsável por
executar inúmeros atrocidades contra camponeses, além
de ser responsável direto por assassinatos de advogados e
religiosos que defendiam a causa camponesa na região. Hoje
seus familiares e herdeiros continuam a promover o terror. Seu irmão,
o latifundiário Gilberto Andrade, está preso, condenado
pela Justiça Federal no Maranhão, a 14 anos de prisão
por crimes de trabalho escravo, ocultação de cadáver
e aliciamento de trabalhadores.
A
retomada deste latifúndio é a prova que nem os espancamentos,
as torturas e o terror promovido contra os camponeses, tiraram sua
vontade e disposição de lutar por um pedaço
de terra.
Convocamos
os democratas, pequenos comerciantes, estudantes, professores, donas
de casa e todas as pessoas honestas a apoiarem e defenderem nossa
luta.
Nossa
causa é justa e só ela pode tirar nosso povo da miséria
e verdadeiramente promover o desenvolvimento da região.
VIVA
A REVOLUÇÃO AGRÁRIA !
A
FORKILHA É NOSSA!
Liga
dos Camponeses Pobres do Pará e Tocantins |