Nota
do núcleo da Liga Operária no RJ
Abaixo
o velho Estado, assassino e sanguinário!
Fora tropas do Exército do Morro da Providência!
As
vítimas do covarde assassinato

Wellington
Gonzaga da
Costa Ferreira, 19 anos

Marcos
Paulo
Rodrigues Campos, 17 anos

David Wilson
Florêncio
da Silva, 24 anos
|
O
assassinato dos jovens trabalhadores Florêncio de 24 anos,
Wellington Gonzaga da Costa de 19 anos e Paulo da Silva Correia
de 17, agredidos e levados por um grupo de soldados do Exército
a um outro Morro controlado por uma facção rival para
serem executados, se soma aos inúmeros crimes cometidos pelo
gerenciamento Luis Inácio/Cabral e demais entrepostos como
o senador Marcelo Crivella, contra milhares de trabalhadores cariocas.
Em
sucessivas ondas de protestos trabalhadores de bairros pobres se
levantam contra o terrorismo policial. No terceiro dia de protestos,
em frente ao Comando Militar do Leste (em frente ao Morro da Providência),
moradores enfrentaram novamente a tropa de choque do Exército
e da polícia militar que atacou manifestantes com bombas
de efeito moral e de gás lacrimogêneo, acompanhados
de dezenas de carros e da tropa de choque da polícia militar.
Moradores indignados, reagiram com pedras, tampas de bueiros e queimaram
fardas camufladas do Exército, e quebraram ônibus e
carros no entorno. Toda a região da central do Brasil ficou
fechada por horas, trabalhadores que passavam na região reagiam
com indignação à ação da polícia
militar e do Exército.
Com
faixas e cartazes moradores exigem a retirada do Exército
do Morro da providência e denunciam o senador Marcelo Crivella
e o gerente Luis Inácio como responsáveis pela operação.
A manifestação ocorreu após o enterro dos três
jovens, quando mais de mil moradores acompanharam em uma marcha
que parou todo trânsito da cidade. Uma bandeira do com as
cores do Brasil encharcadas de sangue acompanhava o trajeto meio
a lágrimas e gritos de protestos. Com faixas e cartazes os
moradores exigiam a retirada do Exército do Morro da Providência
e denunciavam o senador Marcelo Crivella e o gerente Luis Inácio
como responsáveis pela operação.
Após
o assassinato dos jovens, moradores retiraram uma grande bandeira
do Brasil que ficava no alto da favela junto à operação
do Exército, para colocar em seu lugar uma bandeira negra,
representando o luto da comunidade.
Operários
realizam vigorosa greve contra a ocupação do exército
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Operários
da Construção paralisam atividades do Projeto
Cimento Social e pedem retirada do exército
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Cerca
de 50 operários que trabalhavam nas obras da favela cruzaram
os braços, paralisando todas as obras do projeto “cimento
social”. Eles afirmam que não retomam as suas atividades
enquanto o exército não se retirar do Morro. Os trabalhadores
se manifestaram em frente ao comando das forças armadas e
alegam não se sentirem mais seguros para trabalhar ao lado
das forças armadas após os assassinatos. Dois dos
jovens assassinados iniciariam os trabalhos como pedreiros na obra
no dia que foram assassinados.
Por
que o Exército ocupa a favela?
Desde
de 2007 a ocupação de mais de 200 soldados no Morro
da Providência, fez parte de acordo celebrado entre o bispo
e oficial reformado do exército, Marcelo Crivella e o presidente
Luis Inácio, com o apoio do governador Sérgio Cabral,
através do denominado projeto “cimento social”
que, reformando as fachadas e telhados das casas, buscavam transformar
o Morro da Providência em vitrine eleitoral. À época,
tido pelos monopólios de comunicação e classes
dominantes locais como modelo de ação do Estado.
Este
covarde assassinato dos três jovens não é um
fato isolado; depoimentos de moradores denunciam que é imposto
pelo Exército toque de recolher na favela após as
22 horas, que as agressões são constantes com espancamentos,
xingamentos, furtos, assédio a mulheres e mesmo outros assassinatos
que ainda não vieram à tona. Diferentemente de um
fato isolado como tentam fazer crer, depoimentos dos moradores denunciam
que as forças do exército impõe toque de recolher
às 22Hs e que são constantes agressões com
espancamentos, xingamentos, furtos, assédio a mulheres e
mesmo assassinatos que não vieram à tona.
A
maioria dos oficiais e soldados que ocupam o Morro da Providência
e agem nas comunidades cariocas, são oriundos das tropas
do Exército que tiveram recente participação
na repressão ao povo do Haiti. Essas tropas engrossaram o
trabalho sujo do imperialismo ianque de agredir outros povos e foram
enviadas sob a batuta do oportunista e lacaio Luis Inácio.
Por diversas vezes, generais e comandantes como o reacionário
fascista general Augusto Heleno (que agora se volta contra povos
indígenas) declararam que a operação brasileira
naquele país tratava-se de um treinamento para ação
nos bairros pobres do Brasil.
Com
seu cinismo fascista, o secretário de segurança, José
Mariano Beltrame (que comandou inúmeros massacres na cidade)
afirma que as forças armadas não estão preparadas
para a segurança pública.
É
com igual insolência que da Alemanha, o governador Sergio
Cabral busca se isentar dos fatos declarando que está chocado
com esta atrocidade; mas não deixa de reafirmar o compromisso
de que “as forças armadas são uma instituição
honrada, que merece respeito do povo brasileiro”. Sérgio
Cabral foi mais vez à Europa para fechar projetos fantasiosos
e acordos inescrupulosos com monopólios, como a Siemens e
Wolkswagen, ofertando terras e isenções de impostos
para maximizar os lucros destas empresas estrangeiras.
Sérgio
Cabral e Beltrame têm se destacado à frente das classes
dominantes como a gerência mais sangrenta da história.
Apenas no ano de 2007 foram 1.330 trabalhadores assassinados pela
polícia militar. Contam com o apoio incondicional de Lula
e neste ano de 2008 dados parciais apontam para uma chacina ainda
maior de pobres.
Esta
política de extermínio faz parte da política
imperialista para países dominados, seguida à risca
por Cabral e Lula que, sob o pretexto de combate as drogas, implementam
a mais brutal criminalização da pobreza com o terrorismo
de Estado - prisões, chacinas com execução
sumária, além de atentados contra personalidades democráticas,
como o sofrido pelo advogado João Tancredo.
Democracia
para quem?
Diante
do aumento da carestia, violento desemprego, a volta de terríveis
epidemias e o caos na saúde pública, além da
política de destruição das escolas públicas;
o velho Estado promove a militarização completa de
bairros pobres, sitiando favelas, a fim de garantir os lucros e
os interesses de um punhado de monopólios ligados à
construção civil, que lucram como a especulação
imobiliária, empresas de segurança, banqueiros e grandes
monopólios estrangeiros que se instalam no Rio e em todo
país.
A
tragédia que se abate sobre os familiares, amigos e todos
aqueles que se põe ao lado do povo é mais um dos crimes
cometidos pelo governador Sergio Cabral contra o povo. Lado a lado
com Lula, quer afogar os direitos e mazelas do povo em sangue e
transformar o Rio de Janeiro em modelo de fascismo para o país.
Esta
política de terror contra o povo vem sendo desmascarada por
trabalhadores pobres das favelas, que em meio a lágrimas,
suor e sangue não se calam diante do fascismo. Se não
fosse a coragem dos moradores da Providência, que enfrentaram
com faixas e pedras soldados armados com fuzis, para denunciar o
assassinato dois três jovens, este caso se somaria às
centenas de execuções cometidas contra o povo, que
são diariamente escondidas e difamadas pelos monopólios
de comunicação.
Repressão acuada frente aos protestos |
A Liga Operária-RJ repudia uma vez mais, a ação
terrorista-fascista do velho Estado de grande burgueses e latifundiários
e seus gerentes Luis Inácio e Sérgio Cabral. Repudiamos
e exigimos o fim da ocupação de tropas do Exército
no Morro da Providência bem como das ações terroristas
da polícia estadual nos morros e comunidades pobres da cidade.
Mais
do que nunca a todos trabalhadores das favelas e bairros pobres,
estudantes e, profissionais liberais democráticos, intelectuais
honestos, denunciar o avanço do fascismo refutando os ataques
do velho Estado é lutar contra este simulacro de democracia,
democracia de grande burgueses e latifundiários e lutar por
uma nova democracia baseada na aliança de operários
e camponeses.
A
Liga Operária saúda o heroísmo e combatividade
dos trabalhadores do Rio de Janeiro, do Morro da Providência,
do Complexo do Alemão, da Favela da Coréia, da Baixada
Fluminense, das demais favelas e bairros pobres da região,
que enfrentam as sanguinárias tropas do Exército e
da polícia militar.
Convocamos
todos trabalhadores dos bairros pobres e favelas a reunirem seus
vizinhos e amigos, jovens, donas de casa, desempregados, estudantes,
e a responder a violência do velho estado com mais lutas,
defender os morros e bairros pob
res
propagando denúncias, organizando a resistência e a
luta revolucionária por uma Nova Democracia, porque mais
do que nunca, rebelar-se é justo.
Fora
dos morros tropas assassinas do Exército!
Abaixo o fascismo e Viva a luta popular!
Rebelar-se é Justo!

Latuff
A
repressão aos povos pobres nas favelas e morros do Rio de
Janeiro
sempre foi denunciada pela Liga Operária.
Leia aqui matéria publicada
em março de 2006
Leia aqui matéria publicada em outubro de 2007
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