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Camponês
mantido acorrentado em hospital
Porto
Velho, 18 de setembro de 2008
O
companheiro Gerolino Nogueira de Souza, de 56 anos de idade que
está sendo mantido preso com correntes no Hospital João
Paulo II
No
dia 09 de setembro a Polícia Militar realizou ação
ilegal e truculenta de despejo no Acampamento Nova Conquista, em
União Bandeirantes. 10 camponeses foram presos e torturados
na sede da fazenda Mutum, entre eles o companheiro Gerolino Nogueira
de Souza, de 56 anos de idade que está sendo mantido preso
com correntes no Hospital João Paulo II, em Porto Velho e
não está recebendo tratamento médico adequado.
Gerolino ficou 7 dias acorrentado numa cadeira, vigiado por policiais
e proibido de receber visitas, o único que conseguiu visitá-lo
foi o advogado do Núcleo de Advogados do Povo – NAP,
Ermógenes Jacinto. Ontem o companheiro foi retirado da cadeira,
mas continua acorrentado numa cama. Temos receio de que o companheiro
acabe falecendo no hospital.
Companheiro
Gerolino no encontro de delegados da LCP-RO
Ele
esteve internado recentemente no Hospital Municipal de Jaru e seu
quadro de saúde é grave. Foi diagnosticado com pneumonia,
hepatite, erisipela e anemia profunda.
Acampado
desde 2003 na área, Gerolino já sofreu vários
despejos, prisões e humilhações da polícia
e dos pistoleiros a mando de latifundiários. Na última
ação criminosa da polícia ele foi chamado de
velho safado e vagabundo pelos policiais. Mas ele é um trabalhador
que luta por seus direitos.
Outro
caso é o da companheira Deidiane de Jesus Silva, 20 anos,
presa na mesma ação e que está na ala feminina
do presídio Urso Branco. A companheira sofreu um aborto recentemente
e desde então sofre hemorragia constante. Estão não
só negando atendimento médico como também proibindo
a entrada de remédios para seu tratamento.
Toda
esta situação é muito grave e necessita ser
denunciada. Estão tratando os camponeses presos como animais.
Hoje
venceu o prazo dado pelo juiz federal para o fazendeiro Luiz da
Dipar desocupar a área grilada da União, mas as autoridades
locais sequer tocaram no assunto. O INCRA não se manifestou
sobre a ação truculenta da polícia em conluio
com o fazendeiro.
Os
outros camponeses também seguem presos no Urso Branco.
Exigimos
libertação imediata dos camponeses presos!
Punição
aos policiais torturadores!
O
povo quer terra, não repressão!
Liga
dos Camponeses Pobres de Rondônia – LCP
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