ABAIXO A CRIMINALIZAÇÃO E A REPRESSÃO AO MOVIMENTO CAMPONÊS

A revista “Istoé” publicada no dia 26/03/2008 estampou em uma de suas reportagens de capa, matéria em que acusa a Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia (LCP) de ser um “grupo armado”, “organização guerrilheira”, “responsável por homicídios”, “desmatamento ilegal”, etc., Com o título de que “O Brasil têm guerrilha”, a dita revista baseando em entrevistas caluniosas do delegado de Buritis, Iramar Gonçalves, do grileiro de terras em União Bandeirantes Sebastião Conti Neto, membros da Policia militar Ambiental e do major Enedy Dias, ex comandante da PM em Jaru; a revista Istoé estimulada pelos grandes latifundiários da região requenta as velhas acusações de sempre contra o Movimento Camponês, sem obviamente apresentar nenhuma prova concreta do que diz ser verdade.
A acusação de “guerrilha” não nos surpreende. Pouco antes do chamado “Massacre de Corumbiara” em 1995, a grande imprensa de Rondônia também acusava os camponeses que ocuparam a fazenda Santa Elina de fazerem “treinamento de guerrilha” e o resultado todos sabem qual foi: homens, mulheres e até crianças assassinadas pela polícia e pelos jagunços da fazenda. É esse o motivo da matéria da “Istoé” reproduzida aqui em Rondônia pelo jornal dos latifundiários Folha de Rondônia, ou seja, preparar o clima para um massacre em Jacinópolis, sonho dos latifundiários de Rondônia.
Sebastião Conte Neto uma das fontes de “Istoé” é um conhecido grileiro de terras da União em Porto Velho e formador de milícias armadas em União Bandeirantes. Já o delegado Iramar Gonçalves têm vários processos na justiça sendo que em um deles é acusado de trabalho de pistolagem, juntamente com outros policiais civis, para o finado latifundiário Lourival Carlos de Lima responsável pela morte de vários camponeses, inclusive pela tentativa de homicídio de uma criança de 12 anos em 2006. Já o major Enedy Dias é uma triste figura que foi forçada a abandonar Jaru após varias prisões sem mandato judicial e apoio à pistolagem, sendo “premiado” atualmente como chefe da segurança da Assembléia Legislativa, que têm entre seus parlamentares latifundiários e grileiros de terra.
A matéria de “Istoé” quer legitimar a ação de milícias armadas de jagunços que aterrorizam os camponeses da região sob o discurso de “proteger a propriedade”, sendo esta passível de investigação para se saber como esses latifúndios – com a conivência do INCRA – foram sendo formados em diversas regiões do Estado de Rondônia. Ironicamente, os latifúndios ocupados, em muitos casos, agora recebem “atenção” da Polícia Ambiental sob a alegação de serem “áreas de proteção ambiental”.
A revista “Istoé” chega ao cúmulo de caluniar os camponeses, como é o caso de Ruço, como suposto assassino, sendo que Ruço foi inocentado em Abril de 2007 por um Júri Popular na cidade de Jaru. Wenderson dos Santos, o Ruço, recebeu apoio por intermédio de inúmeras personalidades como o Jurista Nilo Batista, o arquiteto Oscar Niemayer, o Presidente da SBPC, Prof. Ennio Candotti e o próprio Conselho Superior da Universidade Federal de Rondônia – UNIR.
Já Basta! é preciso impedir mais um crime contra famílias camponesas que apenas querem o direito de sustentar seus filhos! Responsabilizamos desde já os governos Estadual e Federal por qualquer ataque que vier a acontecer à população de Jacinópolis e pelas mortes de inocentes que porventura venham a ocorrer.

ATO PÚBLICO CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO E A REPRESSÃO AO MOVIMENTO CAMPONÊS

04 de Abril – Sexta-Feira - 09:30 – Auditório Paulo Freire – Campus da Universidade Federal de Rondônia – Porto Velho/RO

Realização:
Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos – CEBRASPO
Comitê em Defesa da Revolução Agrária e dos Direitos dos Povos

Apoio:
ANDES – Sindicato Nacional dos Docentes – Regional Norte 1
ADUNIR – Associação dos Docentes da UNIR
Diretório Central dos Estudantes – DCE/UNIR
Jornal A Nova Democracia