Ato
do dia 30 - Teatro das centrais e partidos para servir aos empresários
e apoiar o governo FMI-Lula

No
último dia 30 de março, todo um conjunto de entidades
e partidos eleitoreiros estiveram juntos no embuste e no apoio
ao governo
Seus
militantes foram enganados, pois enquanto acreditavam que estavam
fazendo manifestações combativas, as direções
das governistas CUT e Força Sindical estavam reunidas com
o ministro da Fazenda Guido Mantega, para defender os interesses
dos empresários. Nesta mesma reunião anunciaram o
seguinte:
-
Prorrogação de IPI reduzido para veículos e
caminhões, agora com o compromisso de as empresas não
demitirem;
- Redução de Cofins para motos;
- Diminuição do IPI para alguns materiais de construção,
como cimento (de 4% para 0%), tintas e vernizes (de 5% para 0%),
revestimentos não-refratários (de 10% para 2%) e chuveiro
elétrico (de 5% para 0%)
- Aumento do IPI para cigarros;
- Eliminação do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica
na zona franca de Manaus para empresas de papel e celulose que tenham
projeto de reflorestamento.
A
pseudo-manifestação do dia 30, puxada pela CUT, Força
Sindical, FSM e outras entidades oportunistas, como o MTST, cuja
direção integra também o PT, serviu para avalizar
os interesses da patronal e também para a encenação
e mostras de protagonismo dos instrumentos governistas e da CIOSL.
Sob
a batuta da governista CUT/Farsa Sindical e sob os auspícios
não tão encobertos da FIESP, a falsa esquerda oportunista
e eleitoreira, Conlutas-PSTU - Intersindical-PSOL e congêneres,
marcharam de braços dados com a Farsa Sindical, MST, Central
Única dos Traidores, etc. Todas essas organizações
e partidos oportunistas defenderam bandeiras que são do interesse
da burguesia burocrática, como o fim da alta dos juros; e
teceram loas ao governo FMI-Lula, rogando ao pelego-mor um suposto
fim das demissões, etc. Isso quando o governo continua dando
bilhões para a grande burguesia e transnacionais, como as
montadoras de automóveis, como a Peugeot, que continuam demitindo
à vontade.
Não
deixa de ser cômico, mas é profundamente esclarecedor
ver toda essa canalha junta, com os mesmos propósitos de
aparecer ao máximo, defendendo na prática os interesses
do governo e dos grandes burgueses; todos eles de olho no jogo eleitoral
de 2010.
A classe operária vê, se esclarece mais e constata
mais uma vez que essa canalha não vai lutar pelos interesses
da classe, que não passam de vis eleitoreiros e traidores.
As
direções do PSTU-CONLUTAS e PSOL-Intersindical estão
promovendo a reedição do sindicalismo propositivo
que marcou as ações da Articulação sindical
do PT nos anos 90 e explicitaram a integração umbilical
petista-cutista ao sistema capitalista. Lado a lado com a direção
MST - diga-se de passagem, tremendamente aquinhoada pelos convênios
do governo Lula (mais de R$ 150 milhões) - a Conlutas e Intersindical
degeneram-se muito rapidamente. E com elas todas essas entidades
que ao contrário de combater esse genocida e podre Estado
burguês-latifundiário, preferem participar e apoiar
a sua gerência de turno.
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