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Companheiros e companheiras,

O 1º de maio tem um profundo significado para os trabalhadores em todo o mundo, pois nesse dia celebramos a luta internacional do proletariado e rendemos homenagem aos heróis da classe, encarnados nos imortais mártires de Chicago que, em 1886, lideraram a luta pela redução da jornada de trabalho para 8 horas.
O 1º de maio é um dia de luta. A classe operária é uma só, independente das diferenças que existem entre povos e nações. Lutamos pela mesma bandeira da completa emancipação da classe trabalhadora, pela destruição do velho e decrépito sistema capitalista imperialista que explora e oprime os povos do mundo. O internacionalismo proletário é a bandeira política de luta comum e apoio mútuo dos trabalhadores de todos os países.
Repudiamos a deformação desta data pelas centrais sindicais governistas, pelegas e traidoras que, financiadas pelo governo e pela grande burguesia, realizam grandes festas com shows de artistas e sorteios de apartamentos, carros e eletrodomésticos, para vender a imagem de apoio popular à política de destruição de direitos do governo FMI-Lula.
A Liga Operária convoca a classe para celebrarmos este 1º de maio preparando a GREVE GERAL contra as reformas antioperárias do governo FMI-Lula, contra o fim da CLT, contra os baixos salários, contra o fim da Previdência e contra a corrupção. Ao mesmo tempo, conclama todos os trabalhadores a apoiar a luta dos camponeses pobres pela terra e pelo fim do latifúndio.
Celebrando um 1º de maio classista e antiimperialista, sustentamos a consigna de todos os povos explorados e oprimidos:
uní-vos e derrotai o imperialismo!

- Fora com o peleguismo, a traição e oportunismo das centrais sindicais!
- Derrotar as “reformas” antioperárias do governo FMI-Lula!
- Todo apoio a luta dos camponeses pobres pela terra!
- Viva a Revolução Agrária!
- Viva a Aliança Operário-Camponesa!
- Preparar a Greve Geral!

 

Concentração e ato: 9:00h na Casa de Portugal
Av. Liberdade, nº 602, Centro, São Paulo – SP
Após o ato, passeata até as praças da Sé e da República
 
Participe: contato Liga SP (11) 8974-9507 / BH (31) 3291-4713
WWW.ligaoperaria.org.br – ligamg@uol.com.br

 

Pelo fim da exploração e da opressão!

Em 2007, no Brasil, os bancos (31 grupos financeiros) tiveram lucro líquido de R$ 34 bilhões, representando um crescimento de 43,3%. Já os salários dos trabalhadores brasileiros tiveram reajuste de apenas 5% em média. O salário mínimo passou agora em março para R$ 415,00, aumentando somente R$ 35,00.
Também em 2007, o governo pagou R$ 237 bilhões aos bancos a título de juros e amortização da dívida externa e interna. Mas só passou R$ 40 bilhões para a saúde e R$ 20 bilhões para a educação. O crescimento do país de que fala a propaganda do governo é o Brasil das multinacionais, dos grandes burgueses e latifundiários, particularmente dos banqueiros e magnatas do agronegócio.
A corrupção domina todas as esferas do poder. É expressão de uma crise moral insanável deste velho Estado, de suas classes dominantes, suas instituições e seus partidos políticos. Esta por sua vez, é expressão de uma crise ainda maior, de todo o sistema capitalista imperialista, crise esta que não tem solução dentro do próprio sistema. Este quadro só pode ser superado pela luta organizada das massas pela sua completa emancipação.
Somente assim terão fim os assassinatos diários das 30 mil crianças por doenças facilmente curáveis, enquanto 800 milhões sofrem de desnutrição. Males que já haviam sido erradicados em nosso país no século passado voltam a dizimar o povo pobre. Somente no estado do Rio de Janeiro, mais de 90 pessoas morreram na última epidemia de dengue.
250 milhões de crianças dos países oprimidos tem que trabalhar diariamente como semi-escravos em troca de comida. Dezenas de milhares de mulheres jovens são condenadas a se prostituir para sobreviver. 191 milhões de trabalhadores sofrem com o desemprego em todo o mundo e milhões de trabalhadores jovens sem emprego são obrigados a sair dos seus países e emigrar em busca de sustento sendo tratados como escravos modernos, como é o caso dos companheiros bolivianos, peruanos, chilenos, etc., brutalmente explorados nas confecções em São Paulo.
Milhares de camponeses pobres sem terra levantam-se em luta em todo o país proclamando a destruição do latifúndio enquanto o velho Estado e seu governo de turno desencadeiam a mais brutal repressão contra o movimento camponês combativo e todos os pobres do campo. Em Rondônia, no Pará, Paraná e outras regiões do país, bandos armados de pistoleiros, associados às forças repressivas do Estado promovem matanças e tentam afogar em sangue a justa revolta das massas. Mas apesar da repressão e da onda de ataques e mentiras promovida pela imprensa venal da grande burguesia e do latifúndio, as massas camponesas avançam com tomadas de terra em todo o Brasil.

Preparar a Greve Geral contra as “reformas” antioperárias!
Viva a revolução agrária!
Viva a aliança operário-camponesa!


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