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Greve
Geral e Revolução Agrária
Para
a classe operária, em todos os países do mundo, o
dia 1º de Maio tem um significado especial. É o dia
do internacionalismo proletário, dos combates da classe operária.
Esta data celebra a luta desatada na cidade de Chicago – Estados
Unidos – por operários imigrantes, a maioria alemã,
e norte-americanos de origem; mártires que verteram o sangue
brigando pela redução da jornada de trabalho para
8 horas e pela libertação da classe.
Em 1886, as organizações operárias da época,
muitas filiadas a I Internacional de Marx e Engels, tiraram a decisão
de a partir do dia 1º de maio impor a jornada de oito horas
e fechar as portas de qualquer fábrica que não concordasse.
Essa luta propagou-se em forte movimento, pois a jornada de trabalho
de então era de 16 horas. Os trabalhadores deviam pegar o
serviço nas fábricas às 5 da madrugada e só
retornavam as 8 ou 9 da noite.
A demanda de oito horas se transformou de uma reivindicação
econômica dos trabalhadores contra os seus patrões
imediatos, em reivindicação política de uma
classe contra outra. Na tentativa de sufocar a luta proletária,
a burguesia ianque reprimiu violentamente a greve, acionou as tropas
da polícia e assassinou vários operários e
processou e encarcerou oito dirigentes proletários –
quatro foram enforcados, um morreu na prisão, e outros três
condenados a prisão perpetua, sendo depois comutadas suas
penas.
Viva
a memória dos Mártires de Chicago!
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| Albert R. Parsons
“Nos estados do sul meus inimigos eram quem
exploravam aos escravos negros; nos do norte, quem quer perpetuar
a escravidão dos operários.” |
Louis Lingg
“Estados Unidos é um país de
tirania capitalista e do mais cruel despotismo policial.”
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Oscar Neebe
“Eu fiz o quanto pude para fundar a Central
Operária e engrossar suas fileiras; agora é
a melhor organização operária de Chicago;
tem 10.000 associados. É o que eu posso dizer de minha
vida operária.” |
Michael Schwab
“Milhões de trabalhadores passam fome e vivem
como vagabundos. Inclusive os mais ignorantes escravos do
salário se põem a pensar. Sua desgraça
comum lhes faz compreender que necessitam unir-se e o fazem.” |
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| Samuel Fielden
“Os operários nada podem esperar da legislação.
A lei é somente um biombo para aqueles que lhes escravizam.” |
Adolf Fischer
“Sei que é impossível
convencer aos que mentem
por ofício: aos
mercenários diretores da imprensa capitalista, que
cobram por suas mentiras.” |
George Engel
“Todos os
trabalhadores devem preparar-se para uma última guerra
que porá fim a todas as guerras.” |
August Spies
“Neste tribunal eu falo em nome de uma classe e contra
outra.” |
O
crime cometido pela burguesia visava destruir o movimento operário.
Porém, como disseram os mártires de Chicago, apagaram
uma chispa, porém que já tinha virado chamas, e que
os capitalistas seriam impotentes de sufocá-las.
Hoje, celebramos o 1º de Maio da Aliança Operário-Camponesa,
rendendo homenagens às lutas da classe operária, aos
heróicos mártires de Chicago e repudiando os as falsas
e traidoras centrais sindicais oportunistas que fazem festas com
dinheiro da patronal e do governo.
Repudiamos a deformação desta data pelas centrais
sindicais governistas, pelegas e traidoras que, financiadas pelo
governo e pela grande burguesia, realizam grandes festas com shows
de artistas e sorteios de apartamentos, carros e eletrodomésticos,
para difundir a conciliação de classes e vender a
imagem de apoio popular à política de destruição
de direitos do governo FMI-Lula.
A Liga Operária celebra o 1º de maio vermelho, de lutas
de classes, fazendo um chamado pela GREVE GERAL contra as demissões,
redução e cortes de direitos promovidos pela patronal
e governo FMI-Lula, contra as reformas anti-operárias, contra
os baixos salários, contra o fim da Previdência Social
e contra a corrupção.
Ao mesmo tempo, reforçamos a aliança operário-camponesa
e conclamamos todos os trabalhadores a apoiar a luta dos camponeses
pobres pela terra e pelo fim do latifúndio. A Revolução
Agrária, integrando a Revolução Democrática
ininterrupta ao Socialismo é uma necessidade inadiável
e único caminho de tirar o Brasil da crise e o povo da miséria.
Celebrando um 1º de maio classista e antiimperialista, sustentamos
a consigna de todos os povos explorados e oprimidos: “Uní-vos
e Derrotai o imperialismo!”
Basta
de exploração e opressão!
Desde
o ano passado tornou-se mais aguda e indisfarçável
a crise crônica e cíclica do sistema imperialista mundial.
É uma crise geral do capitalismo que abala toda a economia
mundial. Para tentar debelar sua crise a burguesia é socorrida
pelos trilhões de dólares tirados dos cofres públicos
e aumenta a exploração sobre os trabalhadores, corta
direitos e demite em massa. Em resposta explodem greves operárias
em todo mundo.
A crise do capitalismo só pode ter solução
temporária. A solução definitiva só
virá quando os trabalhadores com a Revolução
varrerem este cruel sistema da face da terra.
No Brasil, só neste último período de crise
escancarada do capitalismo, o governo serviçal do oportunista
Luiz Inácio já entregou mais de 400 bilhões
de reais para os bancos, montadoras de automóveis, construtoras
e outros grandes burgueses e latifundiários. Ao lado disso,
o governo faz uma mentirosa campanha na imprensa. Faz promessas
eleitoreiras de construção de 1 milhão de casas;
e para engabelar os pobres vai começar a construir meia dúzia
em cada estado. Há dois anos da próxima eleição
de presidente da República, a disputa já está
sendo feita de forma acirrada pelos grupos de poder. De um lado
está o PT, Pecedobê, CUT, cúpula do MST e demais
oportunistas que estão no governo e, de outro, o PSDB, DEM,
etc. Ambos os lados têm o mesmo programa ditado pelo imperialismo,
grande burguesia e latifundiários. São todos farinha
do mesmo saco, cavalgam os interesses das massas e atacam o povo.

Revolução
Agrária avança. Famílias comemoram entrega
de certificados de posse das terras pelo Comitê de Defesa
da Revolução Agrária - Jacinópolis/RO
- Jan/2009 |
Os salários no país continuam miseráveis, as
jornadas de trabalho são prolongadas, as demissões
se espalham, o governo submete ao povo aos piores serviços
de saúde, educação, etc.; enquanto as epidemias
de dengue e outras moléstias se abatem sobre a população.
O enfrentamento da crise e crescimento do país de que fala
a propaganda do governo é o Brasil das multinacionais, dos
grandes burgueses e latifundiários, particularmente dos banqueiros
e magnatas do agronegócio.
A corrupção domina todas as esferas do poder. É
expressão de uma crise moral insanável deste velho
Estado, de suas classes dominantes, de suas instâncias executivas,
legislativas, judiciárias, de suas instituições
e seus partidos políticos.
Os trabalhadores resistem e respondem com lutas e greves que devem
unir-se em uma grande Greve Geral.
Milhares de camponeses pobres sem terra levantam-se em luta em todo
o país proclamando a destruição do latifúndio
enquanto o velho Estado e seu governo de turno desencadeiam a mais
brutal repressão contra o movimento camponês combativo
e todos os pobres do campo. Em Rondônia, no Pará, Paraná,
nos estados do Nordeste e outras regiões do país,
bandos armados de pistoleiros, associados às forças
repressivas do Estado promovem matanças e tentam afogar em
sangue a justa revolta das massas. Mas apesar da repressão
e da onda de ataques e mentiras promovida pela imprensa venal da
grande burguesia e do latifúndio, as massas camponesas avançam
com tomadas de terra em todo o Brasil.
Para a classe operária e as massas populares não existe
outro caminho para resolver seus problemas que a Revolução.
O caminho é a destruição deste cruel sistema
de exploração do homem pelo homem e a construção
de um mundo novo. O caminho é destruir os latifúndios
e criar condições de vida e emprego para milhões
de famílias no campo. Para isso é preciso combater
o imperialismo, as minoritárias classes dominantes e seu
Estado genocida de forma inseparável do combate ao oportunismo
que engana e desvia as lutas das massas para o caminho da conciliação.
A crise econômica do capitalismo é a crise política
do imperialismo e abre perspectivas auspiciosas para os verdadeiros
lutadores das classes operária e camponesa. O momento é
da mobilização, politização e organização
das massas. Não é da procura de soluções
mágicas e inexistentes para a crise desse podre sistema nem
de remendar o capitalismo como almeja o imperialismo e seus lacaios.
O momento é da forja da aliança operário-camponesa
e da Revolução Agrária e Democrática
ininterrupta ao socialismo!
Preparar
a Greve Geral contra o arrocho, a miséria e o desemprego!
Viva a Aliança Operário-Camponesa!
Viva a Revolução Agrária!
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