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Histórico Construção da LIGA OPERÁRIA A LIGA
OPERÁRIA surgiu de nossa ruptura com o sindicalismo de
Estado em setembro de 95, defendendo o caminho da luta classista
e combativa e pelo combate implacável ao oportunismo, ao corporativismo,
à colaboração de classes, ao legalismo e pacifismo,
tão característicos deste velho e falido sindicalismo brasileiro,
representado pelas atuais centrais sindicais.
Em março
de 1997, é realizado o primeiro Congresso da LIGA
OPERÁRIA. Objetivos
aprovados no 1º Congresso: 2) Desenvolver
o espírito classista, articular e organizar trabalhadores da cidade
e do campo (operários agrícolas), buscando desenvolver e
fortalecer a organização de base, nos locais de trabalho,
adotando diferentes formas de luta contra a patronal e seu aparelho estatal,
demarcando sempre a via principal através da afirmação
do princípio de que a “rebelar-se é justo” educando
as massas a exercer este princípio de forma consciente e organizadamente.
Em 15 de maio de 1997, a LIGA OPERÁRIA comandou uma grande manifestação contra a implantação da Alca e do Mercosul. Centenas de trabalhadores e estudantes tomaram as ruas do centro de Belo Horizonte. A manifestação foi marcada pela retomada do ato de queima da bandeira ianque, símbolo mais odiado pelos povos de todo o mundo. Foi marcada também pelo enfrentamento com as forças de repressão do Estado, que tiveram que recuar diante da combatividade da massa. Nesta mesma ocasião enfrentamos também a “esquerda” oportunista que se juntou ao governo FHC para defender o Mercosul como alternativa à Alca. Enquanto o protesto sacudia as ruas da cidade, os representantes da CUT e PT reuniam-se com o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso e o governador Eduardo Azeredo para um cafezinho íntimo. Dentre as principais lutas populares em nosso país nos últimos anos, destaca-se a heróica resistência da Vila Bandeira Vermelha. Tomadas vitoriosas de um terreno da prefeitura de Betim. Este terreno, que abandonado há anos, foi retomado por 200 famílias de trabalhadores pobres, custou a vida dos companheiros operários Elder Gonçalves de Souza e Erionides Anastácio dos Santos, assassinados por tiros disparados pela tropa da policia militar que invadiram o acampamento, no dia 26 de abril de 1999, a mando do prefeito Jésus Lima (PT). A brava resistência destas famílias contou com o apoio incondicional da LIGA OPERÁRIA, que apoiou a tomada do terreno desde seus primeiros dias.
No dia 28 de setembro de 2000, foi organizada uma Marcha Contra a Fome e a Farsa das Eleições, quando fizemos um ato contra o imperialismo ianque na porta do Escritório de Negócios no centro da capital mineira. 2001:
nas comemorações do 1º de Maio, dia do Internacionalismo
Proletário, a passeata organizada pela LIGA OPERÁRIA
terminou em um ato antiimperialista com manifestação de
apoio ao povo palestino. Na ocasião foram queimadas a bandeira
ianque e a bandeira sionista de Israel.
Na manhã do dia 10 de abril de 2003, uma grande manifestação de protesto contra a invasão ianque ao Iraque foi organizada no centro de Belo Horizonte. As bandeiras das tropas invasoras do USA e Inglaterra foram pisadas pelos trabalhadores. A polícia que investiu contra a passeata teve que recuar sob uma chuva de pedras jogadas pelos trabalhadores e populares que passavam pela Praça Sete, local do confronto, que estava em reformas e com pedras portuguesas em abundância.
Entre os dias 26 e 30 de Janeiro de 2005, a delegação da LIGA OPERÁRIA fez uma intervenção independente no Fórum Social Mundial (WSF) promovido pelo imperialismo europeu que congrega todas as correntes oportunistas nacionais e internacionais realizado em Porto Alegre. A tenda da LIGA OPERÁRIA foi referencia de seriedade, combatividade e Internacionalismo para os representantes da luta popular honestos presentes que desejavam debater realmente temas como a luta popular e antiimperialista. Demarcando campo com o oportunismo, que impediu de todas as formas o debate, a LIGA vanguardeou uma combativa manifestação em apoio a resistência do povo iraquiano.
Aliança Operário-camponesa
A LIGA OPERÁRIA, lutando pela conformação da aliança operário-camponesa, tem mobilizado entre os operários e na cidade, recursos materiais e humanos para apoio à luta dos camponeses pobres pela terra e destruição do latifúndio; para apoio à produção dos camponeses pobres e luta contra os monopólios e açambarcadores; e para a defesa, contra os ataques do latifúndio e do velho Estado, do que está sendo conquistado e construído. A construção das Ligas dos Camponeses Pobres no norte de Minas, em Rondônia, centro-oeste e outras regiões do país, caminhando para a criação de uma Liga dos Camponeses Pobres unificada em todo Brasil, é mostra do crescimento do novo movimento camponês em nosso país. A
luta pelos direitos da classe e por uma
A LIGA
tem sustentado que o mais importante da nossa luta é a conquista
do poder, ter poder, porque sem poder não poderemos ter nada a
não ser ilusão. E que para isto é necessário
unir as massas em torno do Programa Agrário e de Defesa dos Direitos
do Povo, organizar o poder desorganizado das massas e destruir as 3 montanhas
(latifúndio, grande burguesia, imperialismo) que nos oprimem e
que representam o velho e podre poder. Isto significa: 1) entregar toda
terra aos camponeses pobres, destruindo o latifúndio. Esta é
a única condição para acabar com a fome, garantir
trabalho para milhões que foram expulsos do campo para as cidades,
garantir alimento barato na mesa do trabalhador. 2) Confiscar e nacionalizar
todas as grandes empresas da burguesia. 3) Varrer com a dominação
do imperialismo confiscando todas as propriedades das transnacionais.
Derrubar as 3 montanhas e por abaixo todo aparato estatal que sustenta
o velho e decadente poder das classes reacionárias e construir
sobre seus escombros o novo Estado que, com a constituição
de um governo de Nova Democracia, marchará de forma ininterrupta
para a construção do socialismo. Confira
aqui: Entrevista para o Jornal Estado de São Paulo - "A construção
da Liga Operária" |
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