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A Escola Popular Orocílio
Martins Gonçalves
A Escola Popular Orocílio Martins
Gonçalves é uma escola do povo e a serviço da luta
do povo. Foi criada pela luta dos trabalhadores e tem o nome do companheiro
Orocílio, operário da construção assassinado
em um conflito com a polícia durante os grandes protestos da
histórica Greve dos Operários da Construção
em 1979.
A Escola Popular é
um instrumento de ensino e de luta dos trabalhadores. Lá poderemos
elevar nossa compreensão sobre as ciências e sobre a política.
Lá podemos aprender e recordar o que esquecemos durante os anos
que tivemos de abandonar os estudos para trabalhar. Lá podemos
conhecer melhor a luta do nosso povo, trocar experiências com outros
trabalhadores e participar mais ativamente da luta.
A Escola Popular Orocílio
Martins Gonçalves é uma escola nova, de um tipo novo, uma
escola onde os educadores são voluntários e são companheiros
nossos. Lá podemos opinar e tirar todas as nossas dúvidas,
temos uma biblioteca onde podemos consultar diversos livros, temos condições
de aprender mais e melhorar nossas condições de trabalho,
mais elementos para conquistarmos mais direitos, mais conhecimento para
lutarmos por um novo mundo, por uma nova vida.
O Nosso Sindicato é um dos apoiadores da Escola Popular. Consideramos
ser de grande importância que cada vez mais companheiros se inscrevam.
Muitos companheiros já estudaram e ainda estudam na Escola Popular.
Vários aprenderam a ler e escrever lá.
Esta Escola não
é uma escola como as outras. É organizada para atender às
necessidades dos trabalhadores. Ela funciona no prédio da Liga
Operária, à Rua Ouro Preto nº. 294, 2º andar,
após o horário de trabalho, das 18:00 às 20:30. Oferece
cursos de alfabetização, preparatório para o supletivo
de 1º grau e curso de leitura de projetos.
Informações
nos telefones 3291 - 6712 ou 3421-2111

Viva
a luta dos operários da construção!
A
memória do mártir OROCÍLIO
MARTINS GONÇALVES e a Combativa Greve de 79
Dia
30 de julho, celebra-se o DIA DOS OPERÁRIOS DA CONSTRUÇÃO
DE BELO HORIZONTE. Esta data resgata a luta dos operários da constução,
marcada pela histórica greve de 1979 e o martírio do companheiro
tratorista OROCÍLIO MARTINS GONÇALVES, covardemente assassinado
pelas tropas da policia militar, então comandadas pelo governador
Francelino Pereira. O assassinato do companheiro OROCÍLIO, alvejado
covardemente por um tiro no peito, disparado em plena avenida Olegário
Maciel, em frente ao ex-campo do Atlético (atual shopping Diamond
Mall) foi perpetrado com o objetivo de intimidar o movimento operário
e acabar com a greve. Mas o que fez foi aumentar a ira e a revolta dos
combativos trabalhadores que continuaram a desatar a mais forte e radical
greve que a cidade já viu.
Neste dia em que completam-se 26 anos desta combativa e vigorosa Greve
que parou Belo Horizonte, assustou os burgueses exploradores e mostrou
a força e a revolta de nossa classe, relembramos que esta paralisação
foi pioneira na resposta aos anos e anos de opressão e exploração
do truculento regime militar e que contribuiu para sua derrocada.
O hoje presidente Luis Inácio, envolvido até o pescoço
nos escândalos protagonizados pelo PT e por outros partidos que
se revezam nesse podre Estado burguês-latifundiário; veio
à Belo Horizonte na época da greve. Desde aquela época
ele já mostrava ser um oportunista e traidor. Veio não para
apoiar a luta dos operários, mas sim para tentar conter a justa
revolta dos trabalhadores, ajudar o pelego Pizarro, então presidente
do Sindicato, a acabar com a greve e na prática ajudar o regime
militar e de quebra projetar o PT que estava em processo de formação.
O projeto eleitoreiro de Lula foi feito às custas do sangue operário
e ele continua como serviçal da burguesia até hoje.
Reverenciamos, nessa data, o mártir OROCÍLIO MARTINS GONÇALVES,
o companheiro tratorista que tombou lutando em defesa da classe, por melhores
de vida e de trabalho.

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