![]() |
||
![]() |
||
|
A auto-crítica do sindicalismo de Estado e a formação da Liga Operária A busca da construção
do sindicalismo classista, combativo e independente A Liga Operária
surgiu de nossa ruptura com o sindicalismo de Estado em setembro de 95
e foi conformada em seu primeiro Congresso realizado em março de
97. Tem marcado sua existência pela defesa da luta classista e combativa
e pelo combate implacável ao oportunismo, ao corporativismo, à
colaboração de classes, ao legalismo e pacifismo tão
característicos deste velho e falido sindicalismo brasileiro, representado
pelas atuais centrais sindicais. A Liga tem sustentado que
o Brasil é um país semicolonial no qual se desenvolveu um
capitalismo burocrático apoiado em relações semifeudais,
particularmente no campo, como necessidade do imperialismo de aprofundar
o domínio e submissão do país, principalmente norte-americano
(ianque); a dominação imperialista é exercida internamente
pelas classes reacionárias e opressoras (grande burguesia e latifúndio)
serviçais do imperialismo, que conformam o velho e podre Estado
e submetem o nosso povo e país aos interesses dos monopólios
imperialistas. A Liga tem sustentado também que situação no Brasil tem se agravado, que a crise está se aprofundando, que o governo está podre de corrupção. E que esta crise é do capitalismo burocrático, parte da crise maior de todo o sistema imperialista mundial. E que as massas sempre lutam, e nós, como parte das massas exploradas e oprimidas pela burguesia, pelo latifúndio e pelo imperialismo, somos também parte desta nova onda revolucionária que começa a se levantar em todo o mundo. A Liga sempre tem apontado que a situação de crise no país vai continuar, que grandes lutas surgirão e que nosso movimento tem que se preparar para defender os direitos da classe e de todo o povo e, em particular, apoiar ativamente a luta dos camponeses pela conquista da terra e destruição do latifúndio. A Liga tem sustentado que o mais importante da nossa luta é a conquista do poder, ter poder, porque sem poder não poderemos ter nada a não ser ilusão. E que para isto é necessário unir as massas em torno do Programa Agrário e de Defesa dos Direitos do Povo, organizar o poder desorganizado das massas e destruir as 3 montanhas (latifúndio, grande burguesia, imperialismo) que nos oprimem e que representam o velho e podre poder. Isto significa: 1) entregar toda terra aos camponeses pobres, destruindo o latifúndio. Esta é a única condição para acabar com a fome, garantir trabalho para milhões que foram expulsos do campo para as cidades, garantir alimento barato na mesa do trabalhador. 2) Confiscar e nacionalizar todas as grandes empresas da burguesia. 3) Varrer com a dominação do imperialismo confiscando todas as propriedades das transnacionais. Derrubar as 3 montanhas e por abaixo todo aparato estatal que sustenta o velho e decadente poder das classes reacionárias e construir sobre seus escombros o novo Estado que, com a constituição de um governo de Nova Democracia, marchará de forma ininterrupta para a construção do socialismo. Desde seu surgimento, a Liga Operária tem posto em prática seus objetivos proclamados. Opondo uma firme e ativa resistência ao aumento da exploração e opressão do Estado e da burguesia, que recai sobre a classe como resultado do aprofundamento da crise do capitalismo, a Liga tem rechaçado as tradicionais campanhas salariais e organizado jornadas de lutas com greves e mobilizações, com combativas manifestações e apoiado todas as lutas da classe (rodoviários, operários da construção, metalúrgicos, camelôs, perueiros, professores, petroleiros, servidores públicos, etc.). Os sindicatos ligados à Liga confirmaram na prática a tese de que “em momentos de crise, quem menos luta mais perde”. Uma série de direitos que o sindicalismo amarelo (CUT, Força Sindical, CGT, etc.) vendeu para a burguesia (banco de horas, por exemplo) foram mantidos na área de atuação da Liga. Acreditamos que uma verdadeira e autentica Central Sindical dos trabalhadores brasileiros, será produto de uma prolongada luta de classes contra a burguesia , o latifúndio e o imperialismo, contra todo o oportunismo com base do classismo combativo e independência de classe. A Liga tem participado ativamente das lutas populares, das tomadas de terra na cidade, da denúncia e luta contra a política de assassinatos de pobres praticada pela PM e aparato estatal. Destaca-se a heróica resistência da Vila Corumbiara e Vila Bandeira Vermelha, tomadas vitoriosas de terrenos da prefeitura de BH e de Betim. Em Betim, a tomada do terreno abandonado da prefeitura pelas 200 famílias de trabalhadores pobres, custou a vida dos companheiros operários Elder Gonçalves de Souza e Erionides Anastácio dos Santos, assassinados pôr tiros disparados pela tropa da policia militar que invadiram o acampamento, no dia 26 de abril de 1999, a mando do prefeito Jésus Lima (PT). A Liga, lutando pela conformação da aliança operário-camponesa, tem mobilizado entre os operários e na cidade, recursos materiais e humanos para apoio à luta dos camponeses pobres pela terra e destruição do latifúndio; para apoio à produção dos camponeses pobres e luta contra os monopólios e açambarcadores; e para a defesa, contra os ataques do latifúndio e do velho Estado, do que está sendo conquistado e construído. A construção das Ligas dos Camponeses Pobres no norte de Minas, em Rondônia, centro-oeste e outras regiões do país, caminhando para a criação de uma Liga dos Camponeses Pobres unificada em todo Brasil, é mostra do crescimento do novo movimento camponês em nosso país. A Liga tem apontado a gravidade da crise imperialista e, em particular, da economia norte-americana, e que estão em curso os preparativos para uma Terceira Guerra Mundial, e a agressão covarde ao povo afegão e iraquiano é mostra da gravidade de sua crise, que os imperialistas estão condenados a derrota e sua ação provoca mais ódio dos povos ao imperialismo, principalmente ianque. Em todas suas atividades a Liga tem reafirmado esta sua posição antiimperialista. Em maio de 97, a Liga comandou manifestação contra a implantação da Alca (onde foi retomado o ato da queima da bandeira ianque, símbolo mais odiado pelos povos de todo o mundo) e enfrentamos também a “esquerda” oportunista que juntou-se ao governo FHC para defender o Mercosul como alternativa à Alca. Na Marcha contra a fome e a farsa das eleições (setembro de 2000) fizemos ato contra os ianques na porta do escritório de negócios no centro da capital mineira e nas comemorações do 1o. de Maio a passeata terminou em ato antiimperialista com manifestação de apoio ao povo palestino. Na ocasião foram queimadas a bandeira ianque e a bandeira sionista de Israel. Em abril de 2003, uma grande manifestação de protesto contra a invasão ianque ao Iraque foi organizada no centro de Belo Horizonte . As bandeiras das tropas invasoras do USA e Inglaterra foram pisadas pelos trabalhadores. A polícia que investiu contra a passeata teve que recuar sob uma chuva de pedras jogadas pôr trabalhadores e populares que passavam pela Praça Sete, local do confronto, que estava em reformas e com pedras portuguesas em abundância. No plano político a Liga tem lutado contra o oportunismo da “esquerda” eleitoreira e contra a farsa das eleições, caminho usado pelo imperialismo para manter sua dominação. E, finalmente, a Liga reconhece o marxismo como ideologia científica do proletariado fundamental para guiar a luta dos povos para pôr fim ao imperialismo, construir o socialismo em cada país e, pondo fim à sociedade de classes, chegar em todo o mundo ao luminoso comunismo. Em seu permanente desenvolvimento: marxismo - marxismo-leninismo - hoje é maoísmo, sua terceira, nova e superior etapa. Leia aqui as outras partes I - Movimento Sindical no Brasil: Balanço histórico IV - Programa geral da resistência dos trabalhadores V - Construir o programa democrático e estratégico dos trabalhadores VI - Plano de lutas imediatas e para a unidade de ação |
||