Boletim do 1º turno

 

Pense nos milhões que os políticos embolsam, na roubalheira descarada, na safadeza e na falta de punição desses bandidos ricos.
Pense, NÃO vote!

Pense: as eleições resolvem alguma coisa? A troca de gerentes no Estado brasileiro (Lula, FHC, Itamar, Collor, Sarney, etc.), deputados, senadores, melhorou alguma coisa em sua vida e na vida do povo?
Pense, NÃO vote!

Pense na miséria que aumenta cada vez mais no país, na desigualdade social e nas promessas sempre não cumpridas pelos políticos.
Pense, NÃO vote!

Pense no desemprego que flagela milhões de brasileiros, no arrocho salarial imposto aos salários dos trabalhadores, na falta de assistência hospitalar, na falta de vagas nas escolas e na crise que cada vez aumenta mais com as políticas dos governantes de só favorecer os banqueiros, milionários, latifundiários, e oprimir os pobres.
Pense, NÃO vote!

Pense na entrega que fazem do país e no exorbitante lucro dos banqueiros.
Pense no total descaso do governo com a saúde pública, no preço absurdo dos medicamentos, no drama dos aposentados.
Pense, NÃO vote!

Pense que enquanto o povo sofre com a fome e a miséria, a terra está nas mãos de um pequeno número de latifundiários que exploram, massacram e assassinam camponeses pobres. Pense que o povo é a maioria e que deve dar um basta neste sistema de miséria e opressão, que a terra é para quem nela trabalha.
Pense, NÃO vote!

Pense que é hora de manifestar a nossa revolta contra toda essa situação, repudiar essa farsa eleitoral que é um jogo de cartas marcadas e onde o povo é obrigado a escolher qual desses políticos ladrões e safados vão continuar a enganar e a roubar no parlamento e no governo.
Pense, NÃO vote!

Pense que a vida do povo só vai mudar é com nossa própria luta. Que é hora de dar uma banana para essa corja de políticos safados, denunciar e mudar radicalmente todo esse sistema podre em que vivemos.
Pense, NÃO vote!

Pense, NÃO vote!


Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula. Entra ano, sai ano, eleição após eleição, mudam os políticos, mas o que muda para o povo?

Prometeram saúde. E o preço absurdo dos remédios, a falta de medicamentos nos postos de saúde, o péssimo atendimento nos hospitais públicos chegando ao absurdo de pessoas morrerem sem atendimento? Prometeram educação. E a falta de vagas nas escolas públicas, o salário miserável dos professores? Prometeram aumento nos salários. Basta lembrar: o que comprávamos com nosso salário há 10 anos comparando com o que conseguimos comprar hoje? Quase nada! Prometeram empregos...

O Estado brasileiro está podre, as classes que o sustentam, a grande burguesia e o latifúndio encontram-se afundados em uma profunda crise e, para tentar dar sobrevida a este sistema, submetem o povo à mais dura exploração. A crise que acompanhamos pelos noticiários, principalmente nestes dois últimos anos, a descarada corrupção e roubo do dinheiro público, sanguessugas, cuecões recheados de dólares é somente a ponta do iceberg. Todas as nossas riquezas naturais e o fruto do nosso trabalho vão uma parte para os cofres destes parasitas e uma parte gigantesca para os cofres dos imperialistas, principalmente os Estados Unidos.

E de dois em dois anos é montado e remontado o picadeiro do circo eleitoral e o povo é chamado a “exercer cidadania”, sendo obrigado a votar nesta cambada de mentirosos e corruptos.

Em cada farsante processo eleitoral, a grande burguesia e o latifúndio procuram dar novos ares à sua velha exploração. Assim foi com a suposta mudança do regime militar-fascista para o que hoje chamam de democracia. Assim as classes reacionárias permaneceram intocadas, e prosseguem operando o velho Estado como antes. Um exemplo clássico é o sr. José Sarney, autêntico representante do latifúndio, que perdura em nosso país há mais de 500 anos, esteve presente durante o regime militar, permaneceu no poder e chegou à presidência após a morte de Tancredo Neves, permaneceu incólume durante a gerência Cardoso e foi o presidente do Senado no início do governo Lula.

Eleição não muda nada!

Que diferença há entre os partidos e programas? Absolutamente nenhuma. É o mesmo governo Lula das contra-reformas anti-trabalhistas, o mesmo governo Alckmin que massacra os pobres de São Paulo, atirando a esmo, afundado em uma crise que não tem fim, a mesma demagogia de Eloísa Helena, que não passa de um Lula de saias, do governo Aécio Neves, de obras cosméticas e propaganda enganosa, e todos os outros tantos que compõem a mesma ópera bufa do farsante jogo de cartas marcadas. Quem manda é o FMI.

Viva a Revolução Agrária!

Esse podre sistema atual só será derrubado pela luta conseqüente de nosso povo. A questão principal e mais urgente a ser resolvida em nosso país é a questão da propriedade da terra, que está monopolizada por um pequeno número de latifundiários. Isso ocorre há mais de 500 anos. Repartir a terra e entregá-la nas mãos de milhões de camponeses pobres, incentivar a produção e a vida no campo é o caminho para solucionar a grave desigualdade social do país. Esta grande transformação no campo em nosso país é a Revolução Agrária.

Milhares de famílias camponesas organizadas estão lutando. Rompem com as direções oportunistas, tomam e libertam a terra. As tomadas de terras realizadas pelos camponeses demonstram cabalmente que o povo pode e que o povo faz quando luta de forma organizada. Até pontes estão sendo erguidas pelos camponeses no norte de Minas onde o governo negligente virou as costas para o povo há muito tempo.

A Liga Operária sustenta que, para alcançarmos uma verdadeira e Nova Democracia, esta farsa de eleições deve ser boicotada. Precisamos é de uma democracia de verdade. Repudiar as eleições podres e corruptas e apoiar a luta dos camponeses pela terra, apoiar decididamente a Revolução Agrária como primeira etapa da Revolução de Nova Democracia, rumo a uma sociedade sem exploradores e explorados.

Esta é a verdadeira transformação de que o Brasil precisa, e ela não virá das urnas, mas da luta de nosso povo. A Liga Operária convoca a todos os brasileiros, trabalhadores, camponeses, estudantes, intelectuais honestos, democratas, toda gente de bem a boicotar as eleições podres e corruptas e apoiar a Revolução Agrária, o único caminho para tirar o povo da miséria e o país da ruína.


Viva a Revolução Agrária!


Boletim do 2º turno

Boicote a farsa eleitoral
Não vote ou anule o voto

Este sistema capitalista precisa cada vez mais de disseminar ilusões para sobreviver. Precisa disfarçar a exploração e tentar legitimar o seu cruel processo de opressão sobre a maioria do povo. Por isso é que fazem tanto empenho para que as pessoas votem. Divulgam a fantasia de eleições livres, como se o nosso voto pudesse ser decisivo em um processo dominado pela corrupção, por campanhas que custaram o total de R$ 19.700.000.000,00 (dezenove bilhões e setecentos milhões de reais) no primeiro turno (valor oficial informado ao Tribunal Superior Eleitoral). Com os gastos por baixo dos panos, caixa 2, etc, o total de recursos torrados nas eleições certamente foi muito maior. Tantos recursos desperdiçados e tanta farsa para esconder que as eleições significam somente a escolha de quem vai ser o próximo gerente de turno para continuar a oprimir a maioria do povo e proteger os interesses das classes dominantes.

Tanta farsa, tanta enganação, para esconder a realidade de uma vida insuportável, sem perspectiva, sem trabalho, sem dignidade, que leva nossa juventude às drogas, à prostituição, à depressão. Temos que transformar este mundo e, para fazê-lo, devemos abandonar as ilusões.

Organizemo-nos, lutemos, e, se queremos um mundo novo, teremos um mundo novo!

Se não outorgamos a estes políticos burgueses o poder de nos representar que poder terão? Seguirão governando, pois derrubá-los será uma outra história, mas seguirão governando sem nenhuma legitimidade. Cometerão suas falcatruas sem poder falar em nosso nome ou da democracia como fazem até agora. As classes dominantes, seus partidos e políticos corruptos temem que ignoremos sua “força”. Temem que não mais acreditemos em sua farsa. Temem que não participemos desta farsa eleitoral.

O nosso futuro, de maneira alguma, pode continuar nas mãos destes políticos corruptos que só se preocupam com os interesses do imperialismo, da grande burguesia e do latifúndio. O futuro seguro para o povo está em suas próprias mãos, em suas milhões de mãos que tudo constroem em nosso país. Como nos ensina o hino do proletariado, A Internacional: “Façamos nós com nossas mãos, tudo o que a nós nos diz respeito.”.

Fracassa o governo Lula, continuador de FHC, fracassa a farsa eleitoral

O que estamos vendo é o completo apodrecimento do Estado burguês-latifundiário. A eleição de Lula, que de operário não tem mais nada, só serviu para acabar de vez com a ilusão de que por este processo eleitoral é possível melhorar a vida do povo. O que o governo dos oportunistas, dos históricos reformistas conquistou para o povo? Nada! Nem terra, nem pão, nem justiça.

Independente de quem ganhe Lula ou Alckmin, a crise política se agravará. Ganhe quem ganhar não haverá governabilidade.

O fracasso do governo Lula, do discurso da ética nesta política, comprovam que, longe de amadurecer como afirmam, a caricatura de democracia segue definhando. O crescente boicote do povo a estas eleições faz o processo de crise se agravar ainda mais. Foram mais de 30 milhões de brasileiros que não compareceram, anularam ou votaram em branco, no primeiro turno.

Se queremos acabar com as injustiças e derrubar estes políticos corruptos - e esta é a vontade da imensa maioria do povo brasileiro - devemos boicotar estas eleições, não comparecendo ou votando nulo. Esta é uma resposta contundente que o povo deve dar a estes políticos sanguessugas.

 

Nem Lula nem Alckmin!
São todos farinha do mesmo saco!


Os candidatos Luiz Inácio e Geraldo Alckmin que disputam o cargo de presidente no 2º turno são farinha do mesmo saco. Tanto Lula no governo federal, quanto Alckmin no governo de São Paulo, praticaram a mesma política de arrocho sobre o povo e favorecimentos aos grandes grupos econômicos.

Lula continuou a praticar a mesma política de FHC, ditada pelo Banco Mundial/FMI. Pagou R$ 600 bilhões aos banqueiros, e a dívida interna longe de diminuir aumentou, saltou de 800 bilhões em 2003 para mais de um 1 trilhão este ano. Além da entrega em dinheiro de nossas riquezas, o governo Lula aprovou a lei que permite o aluguel da floresta amazônica. Leiloaram reservas nacionais de petróleo e inventaram a falácia da auto-suficiência em petróleo. A Petrobrás, que há muito tempo já não é uma empresa nacional, só se preocupa com seus lucros escandalosos. Dizem que o Brasil é “auto-suficiente” em petróleo, mas aqui se paga uma das gasolinas mais caras do mundo. Os trabalhadores continuaram a sofrer com o desemprego e o violento arrocho salarial. Lula atacou também os direitos dos aposentados e apesar dos discursos demagógicos o salário mínimo continua de fome e não garante sequer a alimentação básica para o trabalhador e sua família.

Alckmin também defende as corporações monopolistas e os grandes magnatas. Seu governo traz as marcas das perseguições e assassinatos de pobres nas periferias de São Paulo e a crise do apodrecido aparato repressivo e a conexão com o crime organizado. Alckmin também é ligado ao setor mais reacionário da igreja católica, a Opus Dei. Representa setor da elite paulista e seu governo também é marcado pelo arrocho contra os trabalhadores, desemprego, miséria e violência.

Os dois candidatos têm o mesmo programa. Fazem discursos demagógicos, mas estão comprometidos a fazer as ditas reformas exigidas pelo FMI e que visam retirar os poucos direitos que os trabalhadores ainda têm. Tanto Lula quanto Alckmin defendem a manutenção das metas de arrocho fiscal, superávit primário e a realização das reformas antipovo da previdência, univer-sitária, sindical e trabalhista; entre outros pontos de convergência.

Devemos repudiar a farsa eleitoral e nos preparar para enfrentar os ataques aos direitos com a preparação de uma grande Greve Geral dos trabalhadores brasileiros.

Só a revolução pode salvar o país da ruína!

A História dos povos e das civilizações nos mostra que somente as revoluções são capazes de realizar verdadeiras transformações. O Império Romano só sucumbiu graças às rebeliões dos escravos e às insurreições dos povos oprimidos por Roma. O feudalismo e sua chamada Idade Média foi riscado da Europa pelas guerras camponesas e levantamentos dos burgueses contra os senhores feudais e a Igreja Católica. O proletariado só conquistou sua liberdade destruindo o poder reacionário da burguesia e do imperialismo. Nunca um povo conseguiu sua libertação através de acordos com seus opressores ou escolhendo representantes em eleições corruptas. Toda libertação é um processo de luta de vida e morte entre explorados e exploradores. Enquanto houver opressão haverá resistência, enquanto houver exploração a rebelião se justifica!
Não compareça para votar ou vote nulo digitando 00 e confirme!