25 de julho de 2006

Governo, justiça e polícia da Inglaterra são terroristas, perpetraram e agora encobrem o assassinato de Jean Charles


A descarada decisão do Serviço de Procuradoria da Coroa (Procuradoria-Geral da Inglaterra) de não processar os policiais que assassinaram o eletricista e trabalhador imigrante brasileiro, Jean Charles de Menezes, evidencia o terrorismo de Estado praticado pelo governo inglês. Após quase um ano e depois de várias manobras feitas pelas autoridades inglesas para encobrir o crime, o procurador Stephen O'Doherty alegou que "não havia evidências suficientes para responsabilizar os oficiais que atiraram" e que deveria processar apenas a polícia britânica como instituição – o que, no caso improvável de ser condenada, pode acarretar apenas uma pequena multa.

Avisada da decisão, a família do brasileiro se revoltou com veêmencia. "É inacreditável, esperamos um ano para receber uma decisão vergonhosa dessas", disse Alex Pereira, primo de Jean Charles que mora em Londres. "Já esperava uma resposta negativa da Procuradoria, mas fiquei muito decepcionada com o que foi feito. Eles estão tratando meu primo como um animal morto, usaram uma brecha legal para não responsabilizar ninguém", disse Patrícia Armani, prima que morava com Jean Charles.

Jean Charles foi assassinado, a caminho do trabalho, no dia 22 de julho de 2005 pela polícia de Londres. Ele foi seguido de casa até a estação de metrô de Stockwell e morto por dois policiais com sete tiros na cabeça e um no ombro. Na epóca, a policia inglesa difundiu a versão de tê-lo confundido com um terrorista e inventou várias estórias para tentar atenuar o assassinato. Na imprensa também foram plantadas várias noticias falsas tentando incriminar Jean e defender a ação criminosa da policia. Agora culminam a trama de encobrir os autores do covarde assassinato e deixar as mãos livres da policia inglesa para a pratica de novos crimes contra trabalhadores imigrantes pobres.

"É uma vergonha, inacreditável. Passaram um ano trabalhando para chegar a essa decisão estúpida. Se os brasileiros vissem quanta desonestidade e pouca vergonha tem por aqui, iam achar o Brasil normal demais", disse com indignação, Alex Pereira, primo de Jean Charles.

Na realidade, uma onda de fascistização percorre o mundo como um dos sintomas do apodrecimento desse sistema imperialista, que recorre aos assassinatos e mais bárbaros crimes para tentar postergar o seu inevitável fim.

Em um artigo, o professor Michel Chossudovsky afirma que o assassinato a sangue frío do operário brasileiro Jean Charles de Menezes, não foi um acidente. A execução foi realizada por uma divisião especial da polícia britânica seguindo planos contidos na chamada "Operacão Kratos".

Esta operacião especial -segundo Chossudovsky- foi executada pela Unidade armada de elite SO19, da policia Metropolitana de Londres, nomeados como Boinas Azuis. Quanto ao operativo de assassinato de Jean Charles, o descreve como um acionar equivalente a "US SWAT Team" norte-americana, sobretudo tendo em conta que os executores não vestiam uniformes nem levavam placas identificatórias.
Esta unidade de elite policial foi treinada por oficiais "escolhidos" que estiverão aprendendo táticas de assassinatos seletivos em Israel, y que foram instruidos por agentes especiais especialistas na luta terrorista contra os povos arabes.
As chamadas "Operações antiterroristas policiais" conduzidos por el INP (Polícia Nacional de Israel) e a Shin Bet (Agencia de Segurança Israelita) contra Hamas y la Jihad islámica se levam a cabo em estreita coordinacão com o Exército e o Mossad, assinala Chossudovsky.

Israel tambem tem participado do treinamento de membros do FBI e de organizações policiais do Estados Unidos e de outros países.
Como se recordará, essas táticas começarão a ser empregadas contra os palestinos a partir de que o governo do carniceiro Sharon aprovara a estrategia de "assassinatos seletivos" contra os líderes de Hamás e de outras organizações combativas que operam na região.
Os procedimentos repressivos e criminosos desse corpo de elite da policía londrinense foram copiados de Israel, assegura Chossudovsky em seu artigo escrito em http://www.globalresearch.ca/.

Durante as reuniões informativas aos agentes de Kratos se lhes ordenou que, contrariamente a seu treinamento normal em procedimentos, eles "deveriam disparar na cabeça em lugar do peito."(The Scottish Daily Record, 23 julho, 2005).A Policía Metropolitana de Londres havía aprovado uma política de "atirar para matar". Essencialmente se tratava de uma unidade formada na mentalidade de um Esquadrão da Morte, e que opera sob a forma de uma unidade especial policial.

O genocídio que o estado terrorista de Israel perpetra atualmente no Libano e na Palestina mostram todo o fascismo e a barbárie que norteiam sua política de Estado, suas hordas militares e policiais, e a necessidade premente dos povos de todo o mundo de destruir esse sanguinário sistema imperialista!