| Governo,
justiça e polícia da Inglaterra são terroristas,
perpetraram e agora encobrem o assassinato de Jean Charles
A descarada decisão do Serviço
de Procuradoria da Coroa (Procuradoria-Geral da Inglaterra) de não
processar os policiais que assassinaram o eletricista e trabalhador
imigrante brasileiro, Jean Charles de Menezes, evidencia o terrorismo
de Estado praticado pelo governo inglês. Após quase
um ano e depois de várias manobras feitas pelas autoridades
inglesas para encobrir o crime, o procurador Stephen O'Doherty alegou
que "não havia evidências suficientes para responsabilizar
os oficiais que atiraram" e que deveria processar apenas a
polícia britânica como instituição –
o que, no caso improvável de ser condenada, pode acarretar
apenas uma pequena multa.
Avisada
da decisão, a família do brasileiro se revoltou com
veêmencia. "É inacreditável, esperamos
um ano para receber uma decisão vergonhosa dessas",
disse Alex Pereira, primo de Jean Charles que mora em Londres. "Já
esperava uma resposta negativa da Procuradoria, mas fiquei muito
decepcionada com o que foi feito. Eles estão tratando meu
primo como um animal morto, usaram uma brecha legal para não
responsabilizar ninguém", disse Patrícia Armani,
prima que morava com Jean Charles.
Jean
Charles foi assassinado, a caminho do trabalho, no dia 22 de julho
de 2005 pela polícia de Londres. Ele foi seguido de casa
até a estação de metrô de Stockwell e
morto por dois policiais com sete tiros na cabeça e um no
ombro. Na epóca, a policia inglesa difundiu a versão
de tê-lo confundido com um terrorista e inventou várias
estórias para tentar atenuar o assassinato. Na imprensa também
foram plantadas várias noticias falsas tentando incriminar
Jean e defender a ação criminosa da policia. Agora
culminam a trama de encobrir os autores do covarde assassinato e
deixar as mãos livres da policia inglesa para a pratica de
novos crimes contra trabalhadores imigrantes pobres.
"É
uma vergonha, inacreditável. Passaram um ano trabalhando
para chegar a essa decisão estúpida. Se os brasileiros
vissem quanta desonestidade e pouca vergonha tem por aqui, iam achar
o Brasil normal demais", disse com indignação,
Alex Pereira, primo de Jean Charles.
Na
realidade, uma onda de fascistização percorre o mundo
como um dos sintomas do apodrecimento desse sistema imperialista,
que recorre aos assassinatos e mais bárbaros crimes para
tentar postergar o seu inevitável fim.
Em
um artigo, o professor Michel Chossudovsky afirma que o assassinato
a sangue frío do operário brasileiro Jean Charles
de Menezes, não foi um acidente. A execução
foi realizada por uma divisião especial da polícia
britânica seguindo planos contidos na chamada "Operacão
Kratos".
Esta operacião especial -segundo Chossudovsky- foi executada
pela Unidade armada de elite SO19, da policia Metropolitana de Londres,
nomeados como Boinas Azuis. Quanto ao operativo de assassinato de
Jean Charles, o descreve como um acionar equivalente a "US
SWAT Team" norte-americana, sobretudo tendo em conta que os
executores não vestiam uniformes nem levavam placas identificatórias.
Esta unidade de elite policial foi treinada por oficiais "escolhidos"
que estiverão aprendendo táticas de assassinatos seletivos
em Israel, y que foram instruidos por agentes especiais especialistas
na luta terrorista contra os povos arabes.
As chamadas "Operações antiterroristas policiais"
conduzidos por el INP (Polícia Nacional de Israel) e a Shin
Bet (Agencia de Segurança Israelita) contra Hamas y la Jihad
islámica se levam a cabo em estreita coordinacão com
o Exército e o Mossad, assinala Chossudovsky.
Israel
tambem tem participado do treinamento de membros do FBI e de organizações
policiais do Estados Unidos e de outros países.
Como se recordará, essas táticas começarão
a ser empregadas contra os palestinos a partir de que o governo
do carniceiro Sharon aprovara a estrategia de "assassinatos
seletivos" contra os líderes de Hamás e de outras
organizações combativas que operam na região.
Os procedimentos repressivos e criminosos desse corpo de elite da
policía londrinense foram copiados de Israel, assegura Chossudovsky
em seu artigo escrito em http://www.globalresearch.ca/.
Durante
as reuniões informativas aos agentes de Kratos se lhes ordenou
que, contrariamente a seu treinamento normal em procedimentos, eles
"deveriam disparar na cabeça em lugar do peito."(The
Scottish Daily Record, 23 julho, 2005).A Policía Metropolitana
de Londres havía aprovado uma política de "atirar
para matar". Essencialmente se tratava de uma unidade formada
na mentalidade de um Esquadrão da Morte, e que opera sob
a forma de uma unidade especial policial.
O
genocídio que o estado terrorista de Israel perpetra atualmente
no Libano e na Palestina mostram todo o fascismo e a barbárie
que norteiam sua política de Estado, suas hordas militares
e policiais, e a necessidade premente dos povos de todo o mundo
de destruir esse sanguinário sistema imperialista!
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