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Transposição do São Francisco
é obra faraônica, demagógica,
Eleitoreira e para os camponeses pobre e o povo não resolve
nada!
Destruição imediata do latifúndio!
Dinheiro
para a Reforma Agrária? Não têm! De justiça
nem vale a pena falar, pois o latifundiário que matou cinco
camponeses em Felisburgo está livre?
Dinheiro para saúde? Não têm! A saúde
é um caos, e não é só no Rio de Janeiro
não, é em todo o Brasil, principalmente no campo,
principalmente no Norte, Nordeste, Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha!
Mesmo o IDH da ONU o comprovam!
Dinheiro para arrumar estradas? Não têm!
Dinheiro para o povo? Não têm!
Mas têm seis bilhões para mudar o curso do São
Francisco!
Sobre o impacto ambiental e a inviabilidade e o desperdício
resultante dessa obra digna do gerenciamento militar do Estado reacionário
pós 1964, já o comprovaram ambientalistas honestos
e um grande número de organizações sérias
que não foram corrompidas.
O que é preciso denunciar é que com essa transposição
os ricos vão ficar mais ricos, o governo vai roubar mais,
e os pobres vão ficar mais pobres!
A grande burguesia, através do Banco Mundial, suas empresas
protegidas e suas concessionárias, vão ganhar. Como
aconteceu no Projeto Jaíba. Milhões de dólares
investidos, emprestados para o Estado reacionário brasileiro.
Tudo que foi utilizado foi comprado de empresas japonesas. O dinheiro
veio do Banco Mundial, passou por aqui e ficou a dívida,
e voltou para fora, para o Japão!
Os latifundiários vão ganhar! Terras irrigadas, financiamentos
a perder de vista, além da cobertura política e ideológica
para manterem intacta sua estrutura putrefata principal responsável
pela miséria e subdesenvolvimento do país.
Os gestores do Estado vão ganhar, pois todo este dinheiro,
passando pelas mãos de uns poucos, certamente vai render
alguns votos e eleger alguns bandidos, além de mansões
cinematográficas, carros importados e sociedades com latifundiários
para abocanhar mais terras!
Nada diferente da indústria da seca, que durante séculos
sacramentou a aliança burguesa latifundiária serviçal
do imperialismo no controle do Estado reacionário.
Este
é o exemplo mais próximo do fracasso e da pouca vergonha
que são obras e projetos como o da transposição
do São Francisco.
Bilhões foram torrados. E dos 100 mil hectares previstos
para serem utilizados, até hoje nem 20% desta meta foi atingida.
Dos 19 mil hectares que estarão sendo utilizados quando se
completar a etapa II, somente 35% da área estará sendo
utilizada por pequenos camponeses.
Mais de 500 lotes dos pequenos irrigantes estão abandonados,
e não é por incompetência, sem-vergonhice ou
outras mentiras, fartamente divulgadas pela imprensa subserviente
ao latifúndio. E em decorrência de uma política
deliberada do Estado, todas as suas gerências, seja, Collor/Itamar,
Sarney, FHC/ACM, Lula/FMI, de arruinar o campesinato pobre para
servir de mão de obra barata, semi-escrava, para o latifúndio
nesse tipo de projeto ultra-moderno.
Dos dez motores comprados a preço de ouro da Toshiba, para
o projeto Jaíba, além de todo equipamento de irrigação
importado de subsidiárias do Japan Bank, no máximo
quatro serão utilizados após a conclusão da
etapa II.
Enquanto isso, só aqui no Norte de Minas, mais de cinco mil
camponeses estão acampados em barracos de lona, além
de milhares que não têm terra, enquanto em torno do
projeto Jaíba, cidades inteiras como Itacarambi, Januária,
Jaíba e Matias Cardoso, tiveram suas áreas agricultáveis
decretadas “preservação ambiental” para
tentar diminuir o impacto ambiental do Projeto, que inclusive já
comprometeu o clima da região, cada vez mais seca ou com
regime irregular de chuvas.
Ou seja, sem terra no Projeto, sem terra em volta dele, e com oferta
de trabalho semi-escravo. É isso que vai significar a transposição
do São Francisco para os camponeses pobres! Se este dinheiro
todo, que está sendo pago duas vezes pela gerencia Lula/FMI/Palocci/Meireles,
pois estão esfolando o país pagando bilhões
de juros de um dinheiro que só passou por aqui e voltou direto
para os bancos que o “emprestaram” se este dinheiro
fosse entregue aos camponeses, certamente tudo estaria muito melhor!
O problema não
e a seca! É o latifúndio!
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