Cúpulas das centrais sindicais bajulam Temer em troca de dinheiro

jul 21st, 2017 | By | Category: Destaque
Palácio do Planalto - 20/07/2017 - Traidoras cúpulas da Farsa Sindical, UGT e CTB bajulam o bandido Temer

20/07/2017 – Palácio do Planalto – Traidoras cúpulas da Farsa Sindical, UGT e CTB bajulam o bandido Temer

Palácio do Planalto - 20/07/2017 - Traidoras cúpulas da Farsa Sindical, UGT e CTB bajulam o bandido Temer

Palácio do Planalto – 20/07/2017 – Traidoras cúpulas da Farsa Sindical, UGT e CTB bajulam o bandido Temer

Mesmo depois do bandido Michel Temer sancionar no último dia 13 o maior crime contra os trabalhadores na história recente do país, as traidoras cúpulas das centrais sindicais – Farsa Sindical, UGT e CTB – voltaram a se reunir no Palácio do Planalto com o bandido  Temer, na  tarde da quinta-feira, dia 20/7, para articular a adoção do “imposto sindical negocial”. Da reunião também participaram os ministros do Trabalho, Ronaldo Nogueira, e o da Casa Civil, Eliseu Padilha, além dos deputados Jovair Arantes (PTB-GO) e Roberto de Lucena (PV-SP). A pauta das pelegas cúpulas foi o prosseguimento dos entendimentos sobre a nova forma de financiamento para as centrais sindicais e todo sistema confederativo de trabalhadores e também do setor patronal. O que está sendo urdido é um novo tipo de imposto sindical obrigatório e condicionado a realização de negociações de convenções e acordos coletivos com os cortes de direitos estabelecidos na “reforma” feita por ordem direta dos grandes grupos financeiros e econômicos locais e estrangeiros e ordem do imperialismo, via FMI e o Banco Mundial.

Palácio do Jaburú – 05/07/2017 – “Paulinho” / Farsa Sindical tramando com Temer a aprovação da reforma trabalhista e mais dinheiro para os cofres das centrais

05/07/2017 – Palácio do Jaburú – “Paulinho” / Farsa Sindical tramando com Temer
a aprovação da reforma trabalhista e mais dinheiro para os cofres das centrais

Esta reunião é a continuidade de outra que Temer teve com “Paulinho” e outros pelegos da Farsa Sindical, no Palácio do Jaburú, no último dia 5 de julho, onde foi detalhada a tramoia do governo editar uma medida provisória criando o novo tipo de financiamento. Desde então, circula entre as entidades sindicais a minuta de uma medida provisória onde se estabelece o novo imposto sindical e as absurdas normas para aplicação do “contrato individual de trabalho intermitente”. O PDF da minuta tem a marca da Força Sindical e a data de 05/07/2017. Nessa minuta a arrecadação sindical é vinculada a realização de negociação de acordos ou convenções coletivas de trabalho registradas no Ministério do Trabalho. Não há previsão de qualquer limite para o valor a ser descontado dos trabalhadores e das empresas, apenas a aprovação pela assembleia da categoria profissional ou econômica que promover a negociação e a redistribuição dos valores pelo governo, via a Caixa Econômica Federal.

A minuta assegura para as centrais sindicais o percentual obrigatório de 10% de todas negociações coletivas realizadas no país e também desconto compulsório para o governo.  Prevê 10% para a central sindical a qual a entidade que realizou a negociação coletiva está filiada, 5% para a Confederação idem, 15% para a Federação idem, 60% para o sindicato que realizou a negociação coletiva, além de 10% para o Ministério do Trabalho. No caso das entidades patronais, como seu sistema confederativo não tem a figura da central sindical, o Ministério do Trabalho embolsa 20%. A MP também vai aos detalhes na distribuição dos recursos nos casos que não houver filiação dos sindicatos a esta ou aquela entidade de grau superior e a destinação dos recursos para o governo.

O propalado fim do imposto sindical não passou de uma cortina de fumaça para preparar a adoção dessa proposta de arrecadação vinculada ao golpe da “livre negociação”, o golpe “da prevalência do negociado sobre o legislado”., ou seja, o golpe de prevalecer as imposições patronais em um mercado de trabalho precarizado e aviltado pelo desemprego e a superexploração. A pelegada prevê até fazer assembleias dentro das empresas ou mesmo a utilização de meios eletrônicos para aprovar o novo desconto dos trabalhadores. Eles fizeram menção ao desconto vir a retirar de 6% a 8% mensalmente dos salários dos trabalhadores, sindicalizados ou não. Segundo eles declararam em entrevistas à imprensa, no encontro, o “presidente” Michel Temer “deixou claro que não quer um sindicato fraco” e que se colocou à disposição para regulamentar a colaboração; ou seja, o bandido põe o golpe final da “reforma” em marcha: favorecer a pelegada, golpear os sindicatos combativos e criar um modelo de organização sindical subordinado as centrais vendidas e ao governo.

pelo vagner da ctb

20/07/2017 – Pelegão Vagner, da cúpula vendida da CTB, dá entrevista após o acerto com Temer

Cai por terra a encenação da “luta das centrais sindicais pelos direitos dos trabalhadores” e aparece o jogo nu e cru da traição, da bajulação ao governo, da aceitação do golpe patronal de rasgar a CLT naquilo que tinha de garantia de direitos e o descarado aval a legalização das fraudes trabalhistas. Na reunião, a Farsa Sindical, UGT e CTB não deram um pio sobre o abuso que é esta pseudo “reforma” trabalhista do governo; não deram um pio sobre o maior golpe aplicado contra os trabalhadores nas últimas décadas; o que fizeram foi a articulação da finalização do golpe através da aplicação do negociado sobre o legislado para rechear os seus cofres.

O corrupto e traidor Paulinho, deputado e presidente da Farsa Sindical e o ministro do "trabalho" da quadrilha de Temer

O corrupto e traidor Paulinho, deputado e presidente da Farsa Sindical e o ministro do “trabalho” da quadrilha de Temer

Já as cúpulas traidoras da CUT, CSB e da Nova Central, ficaram com vergonha de aparecer na foto com Temer, mas durante todos esses últimos anos (nos governos Lula, Dilma e Temer), como agora no período de votação da contrarreforma trabalhista, estiveram todas juntas, participaram das encenações de protestos das centrais sindicais e também dão aval aos golpes contra os trabalhadores.

E todas as traidoras cúpulas das centrais sindicais deverão se reunir na próxima segunda-feira, dia 24, em São Paulo, para continuar a discutir suas tramoias, suas jogadas eleitoreiras e suas ações em prol da patronal e do governo. Está na pauta de discussão das traidoras centrais sindicais o quórum das assembleias para aprovação do novo imposto compulsório e o próprio valor da remuneração a ser paga pelos trabalhadores cujo quinhão as centrais esperam ter assegurado pelo governo de bandidos de Temer.

A traição escancarada. 11 de julho, dia da aprovação da destruição dos direitos trabalhistas, as centrais acertam com ministro de Temer o custeio sindical

A traição escancarada – 11 de julho, dia da aprovação da destruição dos direitos trabalhistas –                      as centrais sindicais acertando com ministro de Temer o custeio sindical no “Conselho

As maquinações das centrais junto com o governo e a patronal passam também por um fórum tripartite denominado “Conselho Nacional do Trabalho”, instalado no último dia 1º de junho. O corrupto governo Temer compôs o “Conselho” com 10 representantes das traidoras centrais sindicais, 10 representantes indicados pelas exploradoras confederações patronais (CNI, FIESP etc) e outros 10 bandidos do governo federal. A MP do imposto “negocial” prevê a consulta do Ministério do Trabalho ao Conselho sobre instruções para regulamentação dos procedimentos de arrecadação e sobre alteração do banco que centralize e distribua os recursos do imposto.

No próprio 11 de julho, dia da aprovação da maldita “reforma” trabalhista no Senado, membros das cúpulas da Força Sindical, UGT e do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), se reuniram com o ministro Ronaldo Nogueira nesse “Conselho” para as escusas tratativas sobre o novo tipo de imposto sindical “negocial” e a garantia de mais dinheiro para os cofres das centrais.

Está em curso um movimento coordenado pelo governo para desestruturar economicamente as entidades sindicais que resistam as negociações de cortes de direitos e impor uma estrutura totalmente atrelada aos interesses patronais e manobrada pelas corruptas e traidoras cúpulas das centrais sindicais. Em março, o reacionário Supremo Tribunal Federal (STF) decretou a inconstitucionalidade da contribuição assistencial a empregados não sindicalizados, sendo relator do processo o reacionário ministro Gilmar Mendes, um dos mais próximos de Temer. O governo, através do Ministério do Trabalho, vem fazendo autuações seletivas para multar as empresas que repassam os descontos de contribuições assistenciais às entidade combativas e o sistema bancário está para impor um extorsivo reajuste nas taxas dos boletos de contribuições dos associados aos sindicatos, inviabilizando a utilização desse meio para arrecadar o pagamento dos trabalhadores sindicalizados. O ataque da “reforma” trabalhista inclui esse golpe de Temer e do judiciário de deixar as entidades sindicais à míngua por falta de recursos e a restrição de custeio dos sindicatos apenas pela via do imposto “negocial” obrigatório controlado pelo governo, patronal e cúpulas das centrais para impor a realização de negociações de cortes de direitos.

As centrais são cúmplices da destruição dos direitos trabalhistas e previdenciários. Estes direitos já vinham sendo retirados de forma paulatina pelos governos anteriores (Collor, Itamar, FHC, Lula, Dilma) e agora com a “reforma” trabalhista de Temer, a terceirização sem limites, a programada “reforma” da Previdência e a prevalência do negociado sobre o legislado, vão ser retirados de uma paulada só. Com a adoção da nova forma de financiamento obrigatório destinado para a central ao qual o sindicato que realiza a negociação está filiado se inaugura a corrida das cúpulas das centrais sindicais para ver quem mais cede aos interesses patronais e do governo em troca de suas degeneradas e polpudas propinas e verbas.

Abaixo as traidoras e corruptas cúpulas das centrais sindicais.

Abaixo o conluio das centrais sindicais com as atrocidades do degenerado governo Temer e da patronal contra as classes exploradas.

Organizar nas bases uma feroz resistência dos trabalhadores e a GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO !!!

São Paulo, 20 de julho de 2017

Liga Operária

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