É necessária uma vigorosa Greve Geral por tempo indeterminado para enfrentar a destruição dos direitos

jun 29th, 2017 | By | Category: Liga Operária

NÃO às “reformas” e à conciliação 

Fazer GREVE GERAL por tempo indeterminado para barrar as “reformas”

 

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​A Liga Operária agitando a bandeira da Greve Geral – Ouro Preto, 21 de abril/2017

 

O país está em grande ebulição, todas as classes se movimentam:

As frações e grupos das parasitas classes dominantes, seus agrupamentos políticos e empresariais disputam quem vai controlar os recursos e as decisões do Estado. Esses grupos travam uma feroz luta, disputando o poder de mando desse decadente e genocida Estado burguês-latifundiário, serviçal do imperialismo, principalmente o norte-americano, para tentar se safar da colossal crise econômica e garantir seus interesses mesquinhos.

Em meio a denúncias e delações dos grandes, uns contra os outros, se engalfinham nos podres e corruptos parlamento e judiciário. Mas eles são tudo farinha do mesmo saco, tudo da mesma laia, e se usam as estruturas do Estado, o executivo, parlamento, judiciário podres, aparato repressivo e as leis para atacar os seus oponentes e preservar seus interesses, estão todos no mesmo conluio para aprovar e aplicar suas pretendidas “reformas” trabalhista, previdenciária etc.

Os ricaços e os políticos estão todos juntos para implementar esses mecanismos de aumento da exploração e opressão sobre os trabalhadores e todo o povo e servir aos interesses dos grandes grupos econômicos estrangeiros e locais. O FMI – Fundo Monetário Internacional  e o Banco Mundial, instrumentos de imposição da política imperialista, exigem a total precarização das leis trabalhista, a destruição da previdência pública e a expansão da previdência privada assim como atuaram pela aprovação da PEC 55 (PEC da garantia do pagamento dos aviltantes juros da dívida interna e externa através dos cortes de investimentos públicos em saúde, educação, arrocho salarial etc). Sócios menores dos imperialistas, a CNI – Confederação Nacional da Indústria emite sua exigência: “o Congresso Nacional precisa dar continuidade às reformas estruturais”; assim como a FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos: “a crise política não deve atrapalhar andamento de reformas”.

Do lado do povo, cresce a ira e fermenta-se uma grande revolta. Aumenta a politização, a visão de que tudo que está aí está podre e que é necessário construir um Novo Poder, a Nova Democracia do Poder Operário e Camponês. Em meio a tudo isso, há também os partidos políticos eleitoreiros e as cúpulas traidoras das centrais sindicais que buscam desviar o caminho da luta e conciliar com o governo e as classes dominantes para também ocupar postos no podre aparato do Estado burguês. Esses traidores sabotam a organização de uma verdadeira e combativa Greve Geral e apontam o caminho do desgastado e inútil jogo eleitoral e das negociações de gabinete com o governo.

 

 

Abaixo a traição das cúpulas das centrais

sindicais e dos partidos políticos corruptos

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​O bandido Temer, durante encontro com Força Sindical, O bandido Temer, durante encontro com Força Sindical, UGT, Nova Central e CSB – Brasília, 10/06/2016

 

A aprovação da maléfica terceirização sem limites contou com o envolvimento das cúpulas da CUT e Força Sindical, entre outras. O primeiro relator na Câmara  do projeto de lei (PL 4.302 de 1998, da autoria de FHC) foi o deputado Jair Meneguelli (PT), presidente da CUT (1983-94) e o último relator, deputado Laércio Oliveira, dono de empresa de terceirização MultServ, membro do partido Solidariedade pertencente a “Paulinho” da Força Sindical.

Tal como FHC e Temer, Lula e Dilma fizeram a terceirização de atividades fins dos serviços públicos numa velocidade monstruosa e foram totalmente coniventes com as abusivas terceirizações na Petrobrás, no setor elétrico e diversos outros setores.

O corpo mole das cúpulas das centrais em enfrentar o governo e a burguesia, e mesmo a traição aberta dessas cúpulas é evidente.  As centrais sindicais fogem de declarar uma Greve Geral por tempo indeterminado e de fazer oposição frontal ao governo; têm se limitado a marcar paralisações de fachada, em dias de sexta-feira, quebrando a continuidade dos movimentos. No dia 24 de maio, em Brasília, fizeram coro com o governo e a policia tachando de baderneiros os manifestantes que enfrentaram com valentia a truculência policial e as bombas. Gilberto Carvalho, ex-ministro de Lula e Dilma e mais conhecido como “office-boy” das empreiteiras pelos serviços que prestou aos magnatas, foi um dos que latiu contra os “infiltrados” e defendeu a utilização de bate-paus contra os manifestantes que não aceitassem a conciliação e o jogo eleitoreiro.

As centrais fizeram reuniões com Temer, com Joaquim Meirelles, com o ministro do Trabalho e em troca da aprovação da famigerada “reforma” trabalhista com apenas alguns vetos negociam a manutenção do imposto sindical e outras formas de embolsar mais recursos.

 

É necessária uma vigorosa Greve Geral por tempo
indeterminado para enfrentar a destruição dos direitos

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A Liga Operária agitando a bandeira da Greve Geral
Brasília, 24 de maio/2017

 

Greve de apenas um dia e na sexta-feira é estratégia furada.
É necessária uma vigorosa Greve Geral por tempo indeterminado para ir incorporando mais setores na luta e pôr em colapso este sistema de exploração, opressor e corrupto. Paralisar o trabalho, estradas e rodovias, ocupar prédios públicos, fazer levantamentos nas cidades e no campo.
Para lutar contra as antioperárias “reformas” trabalhista, da Previdência e todos os ataques à Nação e aos direitos do Povo, é necessária a Unidade de Ação, baseada em:
1 – Atitude de nenhuma negociação e nenhum compromisso com o governo e parlamento podres.
2 – Realização de ampla campanha de denúncia e esclarecimento sobre o lesivo conteúdo destas “reformas”, bem como, de toda política imperialista no país, na América Latina e no mundo.
3 – Preparação da Greve Geral por tempo indeterminado através de iniciativas que liguem o seu apelo e pro-paganda a ações específicas locais e regionais, tais como, campanhas salariais, atos, passeatas, manifestações de protesto, cortes de rodovias e ocupações de prédios públicos.
4 – Integrar a todas estas atividades a propaganda e divulgação da Luta Pela Terra e apoiar materialmente as lutas no campo.

 

Avançar a Aliança Operário-Camponesa

 

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Camponeses retomam a fazenda Santa Lúcia onde ocorreu a
chacina de Pau D’arco no Pará

Os nossos Irmãos Camponeses estão sob o ataque cerrado do latifúndio e desse governo de bandidos. Expulsões e assassinatos de camponeses são perpetrados diariamente em uma guerra reacionária no campo. Nos últimos meses, três grandes chacinas no campo: no Mato Grosso, em abril, nove camponeses foram mortos com requintes de crueldade por policiais militares e pistoleiros. Em maio, um ataque de latifundiários contra os índios Gamela, no Maranhão, deixou duas vítimas com as mãos cortadas, cinco feridos por bala e outros quinze machucados. O terceiro caso, também em maio, em Pau d’Arco, no Pará, foi uma violenta ação da polícia que torturou e assassinou dez camponeses, além de outros catorze feridos à bala. “A polícia chegou atirando”, disseram testemunhas que conseguiram fugir.
Os camponeses seguem lutando como fizeram na fazenda Santa Lúcia, em Pau d’Darco, enfrentando heroicamente a criminosa repressão, mortes e perseguição das lideranças combativas. Além de ser uma necessidade e obrigação o movimento classista nas cidades apoiar essas lutas, a destruição do latifúndio é pilar fundamental para conquistar transformações de fundo no país.

 

“Reformas” Não, REVOLUÇÃO SIM !!!

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O único caminho de tirar o Brasil da crise e o povo da miséria é a Revolução de Nova Democracia ininterrupta ao socialismo. É preciso pôr abaixo todo esse sistema podre, acabar com a concentração de terras e a miséria no campo e nas cidades; construir uma Nova e Verdadeira Democracia no país. Erigir o poder operário e camponês e de todos oprimidos e explorados. Derrubar os carrascos do povo, os gerentes de turno, como Temer, Meirelles e toda corriola de políticos corruptos; salvar o Brasil da barbárie acabando com a semifeudalidade, o capitalismo burocrático e o imperialismo, através do confisco dos latifúndios, o confisco e a nacionalização dos bancos, das propriedades do imperialismo, da grande burguesia local e o cancelamento das dívidas interna e externa.
As transformações de que o Brasil realmente precisa nunca serão realizadas pelas eleições podres e corruptas ou através de “reformas” a serviço dos ricaços. Só o povo organizado através da aliança operário-camponesa e de todos explorados, lutando de forma independente e combativa, pode destruir este sistema de miséria, injustiça e opressão, construir um novo país e conquistar seus direitos a uma remuneração decente, empregos, habitação, saneamento, redes de saúde, transportes coletivos, seguridade social, tratamento especial às crianças e idosos; uma nova economia, uma nova política e uma nova cultura!

Liga Operária

 

Veja o manifesto completo,  clique aqui: o arquivo em pdf

 

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