camponesesFonte: Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Bahia – Publicado no site Resistência Camponesa – 17/05/2013

Nova jogada dos latifundiários e grileiros na fazenda Beirada

Nos últimos dias corre o boato na cidade de que a fazenda Beirada foi “vendida” e que “agora vai produzir!”. Todo mundo sabe que mesmo quando teve produção lá os trabalhadores foram lesados, não receberam seus direitos e o Ministério do Trabalho denunciou trabalho escravo. É a mesma conversa fiada do senhor Cabral, foi o que ele divulgou quando o povo entrou na fazenda. Cabral está falido e quebrado e não quer largar o osso. Ele é um arrendatário sem contrato. Ele e o Frederico se juntaram para roubar a fazenda pra eles enquanto o povo fica sem terra. Fizeram a maior covardia ameaçando com armas e pistoleiros e atirando fogos de artifícios contra as famílias camponesas na madrugada de 23 de novembro do ano passado. Mais ainda, queimaram as roupas do povo e roubaram seus objetos de valor e as feiras compradas com sacrifício. Mas o povo não tem medo e já tá pronto pra entrar na Beirada de novo.

Leia mais…

Fonte: Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental – Publicado no site Resistência Camponesa -  08/05/2013

 

 

 

 

 

 

 

Em março de 2013, a Folha de São Paulo publicou o artigo “A nova rota da reforma agrária no Brasil” assinado pelo ministro do Desenvolvimento Agrário Pepe Vargas e o presidente do Incra Carlos Guedes. Ao ler o subtítulo “A desigualdade caiu mais no campo do que na totalidade do país” já nos perguntamos: de qual país eles estão falando?

Uma série de dados estatísticos vem em seguida: “O Brasil promoveu a maior política de acesso à terra do mundo em pleno século 21. Os 87 milhões de hectares destinados à reforma agrária equivalem em dimensão a 27% das terras agrícolas do país. Eles já superam, em número e área, o total dos imóveis rurais brasileiros com extensão superior a 5.000 hectares. Tal atuação, na sua maioria realizada durante os governos Lula e Dilma, contribuiu significativamente para a redução da desigualdade de renda no meio rural brasileiro. No período de 2003 a 2009, a queda da desigualdade foi de 8,3% no campo contra 6,5% na totalidade do país.”

Em março de 2013, a Folha de São Paulo publicou o artigo “A nova rota da reforma agrária no Brasil” assinado pelo ministro do Desenvolvimento Agrário Pepe Vargas e o presidente do Incra Carlos Guedes. Ao ler o subtítulo “A desigualdade caiu mais no campo do que na totalidade do país” já nos perguntamos: de qual país eles estão falando?

Uma série de dados estatísticos vem em seguida: “O Brasil promoveu a maior política de acesso à terra do mundo em pleno século 21. Os 87 milhões de hectares destinados à reforma agrária equivalem em dimensão a 27% das terras agrícolas do país. Eles já superam, em número e área, o total dos imóveis rurais brasileiros com extensão superior a 5.000 hectares. Tal atuação, na sua maioria realizada durante os governos Lula e Dilma, contribuiu significativamente para a redução da desigualdade de renda no meio rural brasileiro. No período de 2003 a 2009, a queda da desigualdade foi de 8,3% no campo contra 6,5% na totalidade do país.”

Porém, a realidade que vivemos é bem diferente.

Queremos aqui fazer um resumo da história da área Paulo Freire 3, em Seringueiras, que é um exemplo da verdadeira situação agrária no Brasil: Incra, justiça, polícias e pistoleiros obedecem cegamente as ordens de latifundiários e reprimem violentamente camponeses pobres que vivem e trabalham na área onde antes só tinha gado para exportação. Os alimentos produzidos pelos camponeses ajuda a abastecer a cidade de Seringueiras, conquistando o apoio de trabalhadores, comerciantes e democratas.

No dia 13 de abril, esta área foi palco de um dos despejos mais absurdos da história de Rondônia, a mando do juiz federal de Ji Paraná, Flávio da Silva Andrade. Mesmo sem resistir, as 84 famílias foram atacadas com spray de pimenta, bombas de efeito moral, bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, disparados por 200 policiais civis, militares e federais, do GOE e do Exército. Alguns camponeses foram presos e mesmo estando deitados no chão, rendidos e algemados, policiais ajoelharam no pescoço deles e jogaram spray de pimenta em seus rostos. Filhos e esposas presenciaram tamanha violência. Policiais atiraram em cães dos camponeses sem motivo algum. 5 pessoas, entre elas 3 crianças, foram hospitalizadas. Crianças e até adultos ficaram várias noites acordando sobressaltados, traumatizados com tanto terror.

A polícia, o latifundiário Timiro e seus pistoleiros ficaram na área. Policiais ainda ameaçaram os camponeses: “Cuidado com o fazendeiro Timiro e seus comparsas que estão lá dentro da fazenda. Se vocês virem eles, corram, pois nós não responsabilizamos pelas vidas de vocês”. As famílias, que saíram apenas com a roupa do corpo, não puderam se aproximar da área nem retirar seus pertences, sequer roupas para as crianças continuarem estudando. Quando os camponeses puderam entrar, constataram que botijas de gás, bombas pulverizadoras, galões de venenos, foices, facões e tambores de leite tinham sido roubados. Vale também destacar que a liminar de reintegração permitia apenas a família “de Peder” e os camponeses entrarem na fazenda.
Leia mais…

CampanhaSalarial2012_2013.-  Fentect jpg

A FENTECT – Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios, dia 16/05/2013, diante de acontecimentos recentes marcantes e da necessidade da solidariedade classista, aprovou uma moção de apoio aos trabalhadores das obras das usinas hidrelétricas do PAC, de Belo Monte, Jirau e outras; a esses trabalhadores, que são submetidos a péssimas condições de trabalho, maus tratos e péssimos salários nos canteiros de obras, têm organizado várias lutas que foram duramente reprimidas pela Força Nacional de Segurança, alguns companheiros operários foram presos, torturados e estão desaparecidos.

Leia a Moção de apoio aos trabalhadores das hidreletricas:

Moção de apoio à luta dos trabalhadores das hidrelétricas

 

greve-belo-monte

A Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios vem por meio desta manifestar seu total apoio aos trabalhadores das hidrelétricas no Brasil que lutam contra as condições de trabalho próximas da escravidão, contra a repressão, perseguição política, prisões, processos e até mesmo morte nos canteiros de obras que se espalham pelo norte do país.

São valorosos trabalhadores das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia; Belo Monte, na Volta Grande do rio Xingu, no Pará; Ferreira Gomes, no Amapá, e Colider, no rio Teles Pires, no Mato Grosso entre outros que no último período vem realizando uma intensa luta.

No último mês mais uma greve foi desencadeada por esses trabalhadores, dessa vez em Belo Monte. Os protestos chegaram à capital paraense e mobilizou milhares de trabalhadores em luta pela redução da jornada de trabalho, condições de trabalho e melhores salários e também em apoio aos indígenas que chegaram a ocupar as obras de Belo Monte no Xingu.

Durante a greve foram feitas diversas denúncias inclusive do assassinato de operários no canteiro de obras, nas pedreiras… Todos os direitos são desrespeitados. Nem mesmo a privacidade é garantida, tendo em vista que os alojamentos são invadidos a qualquer hora do dia ou da noite para vistorias.

Esses trabalhadores e também o movimento indígena enfrentam o governo, a polícia, a Força Nacional de Segurança e o Exército que foram enviados às obras para impedir as mobilizações e estão impondo um verdadeiro clima de terror nos canteiros de obra.

A Fentect se solidariza com esses trabalhadores e exige imediato fim das arbitrariedades, e dos processos contra os trabalhadores que participaram dos movimentos grevistas; a imediata localização e a responsabilização pela vida e integridade dos trabalhadores desaparecidos durante os movimentos grevistas nas hidrelétricas de Jirau, em Porto Velho, e Colider, em Mato Grosso; o pagamento dos direitos trabalhistas, a devida indenização pelos danos morais e materiais causados aos trabalhadores arbitrariamente demitidos.

Nosso apoio à luta contra a intimidação aos trabalhadores em luta, em defesa do direito de greve, pelo fim de todas as arbitrariedades.

Categoria: Luta Classista  | 

Painéis expostos no Seminário: “Condições e Acidentes de Trabalho – ENFRENTAR A CRESCENTE PRECARIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO NOS CANTEIROS DE OBRAS”, promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte e Região e a Federação dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário de Minas Gerais. O evento ocorreu com a presença de  aproximadamente 350 pessoas, entre cipeiros, operários, estudantes, sindicalistas,  representantes de órgãos públicos do setor de fiscalização, no auditório CAD 1 do campus da Universidade Federal de Minas Gerais, dias 15 e 16/5/2013.

 

cartaz16

cartaz15

cartaz14

cartaz13

cartaz12

cartaz1

Categoria: Liga Operária  | 

Vídeo produzido pela Liga Operária / Marreta e exibido no “Seminário sobre “Condições e Acidentes de Trabalho”, promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte e a Federação dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário de Minas Gerais, nos dias 15 e 16/05/2013.

Categoria: Liga Operária  | 

Reportagem da TV Alterosa, dia 13/05/2013

Categoria: Internet  | 

Reportagem da TV Alterosa, dia 15/5/2013

Categoria: Internet  | 

Fonte: Portal da Copa – 08/05/2013 |

A Copa do Mundo de 2014 começa em 400 dias e desde que o Brasil foi anunciado como sede da competição, em 2007, as 12 cidades que receberão os 64 jogos pouco avançaram (tanto na construção dos estádios como na infraestrutura urbana). Para piorar, os valores gastos com reformas e novos estádios também sofreram reajustes abusivos.

Levantamento do “Portal 2014″ aponta que das 109 obras previstas no compromisso assumido pelo governo federal em janeiro de 2010, somente 14 foram entregues: quatros estádios (Mineirão, Castelão, Fonte Nova e Maracanã), nove intervenções em aeroportos e uma obra de mobilidade urbana em Natal.

Das 109 obras previstas, 19 projetos não saíram do papel e sete foram abortados. Entre eles estão os monotrilhos de São Paulo e Manaus, o  VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Brasília e intervenções de mobilidade em Curitiba, Natal e Manaus. A ampliação da pista do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, também foi cancelada. Dos 76 projetos em andamento, 45 são de mobilidade urbana, oito em estádios, 17 em aeroportos e seis em portos (Fortaleza, Natal, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Santos).

O custo total da Copa aumentou em quase R$ 2 bilhões entre o anúncio das obras e a execução das mesma. Em janeiro de 2010 o investimento previsto era de R$ 23,53 bilhões. A última projeção, de maio de 2012, aponta gastos de R$ 25,52 bilhões, já excluídos os projetos que não foram adiante. O governo federal se responsabilizou com um total de R$ 14,99 bilhões. Os governos estaduais e municipais com R$ 6,29 bilhões e a iniciativa privada com R$ 4,25 bilhões.

Status dos estádios da Copa 2014

Mané Garrincha (Brasília)
Teve atrasos consecutivos e as obras serão entregues no dia 18 de maio, com a final do Campeonato Brasiliense. O estádio abrigará a abertura da Copa das Confederações, dia 15 de junho, entre Brasil e Japão. O custo total da obra é R$ 1 bilhão

Mineirão (Belo Horizonte)
Um dos primeiros estádios a ficarem prontos, o estádio já recebeu partidas do Campeonato Mineiro e um amistoso da Seleção Brasileira. Ainda receberá o time de Felipão em 9 de junho para amistoso contra a França. As obras de adequação do estádio custaram R$ 695 milhões.

Dvulgação/Portal da Copa -Arena Pantana tem 62% das obras concluídas e custos totais estimados em R$ 519 milhões

 

Arena Pantanal (Cuiabá)
Uma das obras mais atrasadas entre os 12 estádios, tem conclusão prevista para dezembro. De acordo com a empresa Mendes Júnior, responsável pela obra, 62% da execução já foi realizada. A construtora tocava a obra juntamente coma Santa Bárbara, mas esta última deixou o projeto.

Arena da Baixada (Curitiba)
O estádio do Atlético-PR também tem entrega prevista para dezembro e tem 62% das obras concluídas. A prefeitura de Curitiba liberou verba de R$ 90 milhões para o clube por conta do potencial construtivo do empreendimento que terá custo total de R$ 234 milhões.

Castelão (Fortaleza)
Primeiro estádio a ficar pronto para a Copa em dezembro de 2012. Já recebeu jogos da Copa do Nordeste do Campeonato Cearense. Receberá um jogo do Brasil na Copa das Confederações (contra o México, dia 16/06). As obras do estádio tiveram um custo total R$ 623 milhões.

Arena da Amazônia (Manaus)
Como outros estádios, a previsão de entrega é para dezembro de 2013. O avanço tímido das obras compromete o prazo estipulado. Foram 60% das obras concluídas e está no estágio de montagem da fachada. Os custos da obra são estimados em R$ 515 milhões.

Arena das Dunas (Natal)
Último estádio a ter suas obras iniciadas (em agosto de 2011), tem previsão de conclusão em dezembro. Com 62% da execução concluída e custo de R$ 350 milhões, o estádio de Natal foi o que mais evoluiu nos últimos 12 meses (dado também aos atrasos no início da obra.

 

Divulgação/Andrade Gutierrez

Estádio do Internacional está começando a receber uma nova cobertura

Beira-Rio (Porto Alegre)
O estádio do Internacional já recebe a cobertura e tem 70% das obras concluídas. A previsão também é de entrega em dezembro de 2013. O investimento total no estádio é de R$ 330 milhões. O Internacional tem mandado seus jogos no Centenário de Caxias do Sul.

Arena Pernambuco (Recife)
Um dos seis estádios da Copa das Confederações. Será inaugurado na próxima semana e depois do torneio passará a ser utilizado pelo Náutico. Com custos estimados em R$ 519 milhões, o estádio fica a 19km do centro do Recife.

Maracanã (Rio de Janeiro)
Estádio teve inauguração em evento para funcionários, mas apenas metade do estádio teve suas arquibancadas liberadas. O estádio teve custo inicial em R$ 705 milhões, foi elevado para R$ 1 bilhão e o seu entorno ainda precisará por “retoques” de quase R$ 500 milhões para o Rio 2016.

Salvador (Fonte Nova)
Inaugurada no início de abril com clássico entre Bahia e Vitória, a Arena Fonte Nova teve custos divulgados de R$ 591 milhões. O estádio receberá uma partida do Brasil na primeira fase da Copa das Confederações, contra a Itália, dia 22 de junho.

São Paulo (Arena Corinthians)
O estádio em Itaquera tem 76% das obras concluídas e previsão de entrega em dezembro. Receberá o jogo inaugural da Copa de 2014. Os custos divulgados da obra são de R$ 840 milhões, mas obras pontuais com arquibancadas provisórias e outros detalhes podem elevar o valor total a R$ 1 bilhão .

Categoria: Denúncia  | 

A tática de terceirizar o trabalho subumano. Empreiteiras e aliciadores desvinculam alojamentos dos canteiros de obras para confundir a fiscalização. Nos centros urbanos o trabalho degradante fica com prestadores de serviço

Fonte: jornal Estado de Minas – 14/05/2013 – jornalistas Mateus Parreiras, Luiz Ribeiro e Grasielle Castro

Interior de comodo de precário alojamento de operários no bairro Jardim Canadá (foto - MPT-MG)

Interior de comodo de precário alojamento de operários no bairro Jardim Canadá (foto – MPT-MG)

A imagem de uma pessoa subjugada, numa plantação ou carvoaria isolada num dos rincões do estado é o que geralmente vem à mente quando se fala em trabalho análogo à escravidão. Contudo, a atividade perversa, que submete milhares de brasileiros a condições degradantes, não se restringe ao meio rural. Só neste ano, das 283 pessoas libertadas de alojamentos precários e trabalhos forçados, 122 (43%) estavam em centros urbanos como Belo Horizonte e Grande BH (66), São Paulo (38), Goiânia (12) e Rio de Janeiro (6). Enquanto o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) investiga denúncias em canteiros de obras e empresas de serviços pesados, a reportagem do Estado de Minas mostra um novo esquema criado por empregadores e agenciadores da mão de obra oriunda do interior e de outros estados para ludibriar a fiscalização. Em vez de manter alojamentos próprios, os agenciadores agora terceirizam essa parte.

O Bairro Buritis, na Região Oeste de BH, é um dos mais aquecidos mercados imobiliários da capital mineira, o que fez dele um dos pontos com mais canteiros de obra em atividade. Entre as centenas de frentes de trabalho, há operários vindos de vários lugares do país. O que muitos deles têm em comum é o intermédio de um agenciador que conseguiu serviço para eles, de apelido “Gato Seco”. O nome dele e o apelido constam em pelo menos seis canteiros de obras fiscalizados nos últimos dois anos pelos agentes do MTE.

Leia mais…

Categoria: Denúncia  | 

Reproduzimos nota do blog: Protesto Popular

Professores da rede estadual de ensino se revoltaram com a traição da “direção” da APEOESP e reagiram com muitas vaias, pedaços de madeiras, garrafas d’agua, etc, atirados no carro de som onde estavam os diretores da APEOESP (dentre eles a presidente Maria Izabel, “BEBEL”). Enfrentaram também os policiais, chamados pelos pelegos, para dar proteção contra a fúria dos professores.

“Bebel” saiu da assembleia do dia 10 de maio sob escolta policial depois de não acatar a decisão da maioria no vão livre do MASP e decretar o fim da greve. O encaminhamento da assembleia contou com as falas de vários representantes. Dos mais de 13 oradores, apenas quatro se colocaram a favor da categoria e pela continuidade da greve, deixando claro à categoria o peleguismo da “direção” do sindicato e o golpe, pois ao ser colocado em votação quase que a totalidade dos que estavam em cima do carro de som, votaram pelo fim da greve, contrariando a esmagadora maioria dos professores que contava com mais de 5 mil presentes.

http://2.bp.blogspot.com/-kA5iLBWglcU/UY4oIB0ByMI/AAAAAAAABJ0/xaoATm_i2c8/s1600/Professores1.JPG

 

http://2.bp.blogspot.com/-IFZim3Rj2sM/UY4oMNtl8BI/AAAAAAAABJ8/au37LS2ohyQ/s1600/professores.JPG

A partir dai o que se viu foi o enfrentamento e a policia militar partindo pra cima dos manifestantes que não recuaram e enfrentaram com bravura e determinação. Dois professores foram detidos e houve muitas agressões, mas seguiram marchando pela Avenida Paulista com destino a Praça da República, lá um grupo composto por membros ligado ao PSTU, PSOL, LER-QI, Oposição Alternativa entre outros se posicionaram de frente a Secretaria de Educação, fizeram suas agitações e decidiram realizar uma concentração para o dia 17 de maio. Outro grupo formado por vários professores independentes, a oposição Educadores na Luta e PCO foram para frente da sede da APEOESP tentar tomar o sindicato e exigir da “direção” uma explicação, já que a mesma não acatou a decisão da maioria.

 Na porta da APEOESP, se depararam com um forte aparato policial, mas não se intimidaram, fizeram várias denuncias eA pelega Bebel da Apeoesp

A pelega Bebel da Apeoesp

demonstraram indignação, com o fato da sede do sindicato deles estar sendo guardada pela PM. Após um tempo, forçaram os mesmos a deixar uma comissão composta por professores entrar para falar com a “direção” da APEOESP. Durante o período que a comissão estava lá dentro, os professores esfregavam na fuça dos policiais, suas identificações apontando que aquele prédio é bancado por eles, inclusive os salários da PM, dizendo que os policiais estavam ali defendendo a instituição e não o indivíduo e que eles queriam passar. A comissão foi recebida por quatro membros da diretoria sem poder de decisão, pois segundo eles a Bebel e o resto da diretoria haviam retornado para suas cidades, afirmando que a Bebel já havia ido para Piracicaba. O que foi vaiado pelos presentes.

A comissão decidiu convocar uma nova concentração na próxima terça-feira 14 de maio às 17 horas na frente da APEOESP, para decidir os rumos da categoria e exigir que a “direção” revogue sua posição e reconheça a decisão da maioria da categoria, o que foi aprovado por unanimidade pelos presentes. Seguido como uma proposta de apoio aos professores municipais em sua assembleia que ocorrerá no mesmo dia às 14 horas de frente a prefeitura e de lá convoca-los para apoia-los às 17 horas.

Bebel e a “direção” já ensaiavam o golpe desde a votação do local da assembleia, até o seu posicionamento de limitar-se em querer atacar a oposição ao invés de fazer as denuncias de sofrimento da categoria “O” e a falta de condições adequadas de trabalho da categoria. Na frente da Secretaria de Gestão e na Secretaria de Educação, sua postura em ficar rebatendo a oposição, preocupada com o seu cargo que esta balançando, vem favorecendo o gerente Geraldo Alckmin, além de criar uma divisão na luta. Também deixou claro aos municipais, que o municipal é o municipal e o estadual é o estadual. De forma taxativa finaliza com ar de favor “Mas… nos solidarizamos aos professores municipais.” Nessa frase, se vê que falou por falar, principalmente a voltar atacar a oposição e os que vaiavam o seu comportamento, dando por encerrada a assembleia.

Os acontecimentos patrocinados por essa “direção”, mostra aos professores, que precisa mais do que nunca varrer com essa pelegada e construir um sindicalismo classista e combativo, que respeite realmente os anseios da categoria e que a maioria decida os rumos da luta dos professores.

Categoria: Luta combativa  | 

 

 

desabamento de edificio com fabricas texteis em Daca - Bangladesh

1.127 trabalhadores mortos no desabamento de um prédio onde funcionavam várias indústrias têxteis, em Bangladesh, na cidade de Daca, e onde eram submetidos a condições de trabalho escravo para produzir para as transnacionais ocidentais, entre elas Benetton (Itália), Bon Marche (Inglaterra), Cato Fashions (USA), The Children’s Place (USA), El Corte Ingles (Espanha), Joe Fresh (Canadá), Loblaws (Canadá), Kik (Alemanha), Mango (Espanha), Matalan (Inglaterra), Primark (Inglaterra/Irlanda), Texman (Dinamarca), Premier Clothing (Inglaterra), YesZee.

Quase três semanas após o desabamento ocorrido dia 24 de abril/2013, as buscas por mortos foram encerradas oficialmente na segunda-feira (13/5) pelas autoridades corruptas do país. O número total de mortes foi estipulado em 1.127. Outras cerca de 2.500 pessoas foram resgatadas com vida, neste edifício de nove andares, denominado Rana Plaza, em Savar, um subúrbio comercial da capital Daca após o desabamento de 24 de abril. Muitos dos resgatados sofreram ferimentos graves.

Na véspera do brutal desabamento que destruiu o edifício de 9 andares, com andares acrescidos e ampliados de maneira ilegal, onde trabalhavam mais de 3.000 pessoas, correu a informação de que o imóvel tinha rachaduras. Alguns dos feridos no desabamento acusaram aos responsáveis das fabricas de obriga-los a trabalhar. “Nenhum de nós queria entrar ao edifício, porem nossos chefes nos forçaram”, disse Nurul Islam, um dos trabalhadores feridos, ao portal de noticias Bdnews24.com.

Esta é a forma dita “moderna” da produção capitalista: grandes marcas dos países imperialistas da Europa e Estados Unidos terceirizam a produção, subcontratam e exploram o trabalho de operários em países dominados, contando com capitalistas locais gananciosos e governo servis, que superexploram a força de trabalho dos operários, pagam os salários mais baixos do mundo e impõem trabalho escravo e condições subumanas.
Leia mais…

Categoria: Denúncia  | 

“O governo não presta! O governo está desrespeitando os direitos do povo indígena. Povos indigenas são os primeiros habitantes, bem antes dos portugueses. Governo Dilma não quer ouvir a gente. Governo têm que respeitar!” 

É a declaração dos indigenas quando saiam de Belo Monte, na noite do dia 9 de maio/2013, por força de uma ordem judicial,  justamente indignados com a violência do governo Dilma/Lula/FMI e sob as miras dos fuzis da Força Nacional, Polícia Federal e PM.

VIVA A JUSTA LUTA E A VALENTIA DOS POVOS INDIGENAS – Munduruku, Juruna, Kayapó, Xipaya, Kuruaya, Asurini, Parakanã, Arara e ribeirinhos  que durante 8 dias ocuparam um dos canteiros da UHE de Belo Monte. A LUTA CONTINUA!

OCEBUYXIM EPE’E OCEKUG!

RESPEITE NOSSO DIREITO!

VEJA TAMBÉM COMO O GOVERNO E O CONSÓRCIO NORTE ENERGIA TRATAM OS RIBEIRINHOS QUE  VIVEM HÁ DECADAS NA REGIÃO.

A agricultora Maria do Socorro de Oliveira, de 69 anos, teve a casa demolida pela Norte Energia deixando a idosa, seus seis netos, um bisneto e um filho adotivo de poucos meses sem moradia, em janeiro/2013.


Leia mais…

Categoria: Luta combativa  | 

O Maracanã é o terceiro estádio do mundo que mais foi gasto dinheiro público: R$ 1 bilhão e 450 milhões.

Negociata do governo passa o estádio para a Odebrecht, IMX e AEG em troca de R$ 5,5 milhões anuais, que somente deverá ser pago a partir do terceiro ano de concessão,  pelo período de 35 anos.

Nem em 263 anos o gasto da reforma seria amortizado.

Estimativa de mais de R$ 2 bilhões e 500 milhões de lucros nos 35 anos para os especuladores e empreiteiras.

Manifestantes criticam Eduardo Paes, Eike Batista e Sergio Cabral (Foto: André Durão)

Manifestantes protestam contra Eduardo Paes, Eike Batista, Sergio Cabral
e Dilma Rousseff  (Foto: André Durão)

No dia 9 de maio/2013, a secretaria estadual de Casa Civil do governo do Rio de Janeiro concluiu o fraudulento e lesivo processo de licitação do estádio e declarou vencedor — como esperado — o Consórcio Maracanã S/A, formado pelas empresas Odebrecht, IMX do megaespeculador Eike Batista e AEG. O grupo, pelos próximos 35 anos, ganha de presente um complexo que consumiu R$ 1,45 bilhão em recursos públicos ao longo da última década e está entre os dez mais caros do planeta. Se fosse para amortizar o custo dos recursos públicos gastos no Maracanã, nem em 263 anos o pagamento da concessão cobriria!

Após a farra de recursos públicos torrados na reforma do Maracanã – dinheiro que não é aplicado na saúde pública, educação, saneamento, moradias, e outros setores de interesse do povo – o governo tem a previsão de receber de volta apenas R$ 5,5 milhões anuais (totalizando apenasR$ 181,5 milhões em 33 anos) e supostos R$ 594 milhões em obras de reconstrução no entorno. Porém, ficará com o consórcio todo faturamento comercial com o estádio — o Ministério Público, em estudo, calcula que serão R$ 2,5 bilhões de lucro em 35 anos. Isso sem contar a renda com shopping, estacionamentos, etc. O consórcio tambem ganhou dois anos de carência dos pagamentos.

A Odebrecht detém participação de 90% no consórcio Maracanã S.A., enquanto a IMX, de Eike Batista, tem 5% de participação, mesmo percentual da AEG. A empresa ianque AEG, que tem sede em Los Angeles, Estados Unidos, opera mais de 100 estádios em 14 países e é dona de clubes de futebol (Los Angeles Galaxy) e de basquete (Los Angeles Lakers). No Brasil, além do Maracanã, a empresa vai ajudar a gerenciar outros três estádios: a Arena Pernambuco, também em parceria com a Odebrecht; a Nova Arena Palmeiras, junto com a W Torre; e a Arena da Baixada, do Atlético-PR.

Veja o vídeo do jornal A Nova Democracia que registrou o protesto contra a privatização, dia 27/4/2013, durante a reabertura do Maracanã e a covarde repressão policial:


Leia mais…

Categoria: Liga Operária  | 

Reproduzimos matéria publicada no http://resistenciacamponesa.com

00

A pequena feira do povoado de Porto da Rua, pertencente ao município de São Miguel dos Milagres-AL, recebeu no dia 27 de abril, camponeses vindos de várias localidades da região Nordeste com seus produtos para propagandear o trabalho e organização da Revolução Agrária e de sua feira, a Feira da Revolução Agrária.

Além de propagandear a Revolução Agrária, a Feira teve outro objetivo específico, denunciar as ações dos poderosos do Litoral Norte de Alagoas que neste exato momento tramam para destruir a Vila dos Cabanos do Porto. Nesta existem cerca de 70 famílias vivendo há mais de 5 anos, se organizam por conta própria, e agora aparece o ex-prefeito de São Miguel dos Milagres, Eraldino ou Dino, se dizendo dono da área, mas só possui uma nota promissória de compra e venda de coqueiros e um rascunho de um mapa.

Em Cabanos do Porto o povo organizou o Corte Popular, que foi celebrada com uma grande festa na área, onde teve distribuição de certificados produzidos pela equipe do Corte Popular. Na área acontecem Assembleias Populares, onde o povo decide seus rumos, como a realização de mutirões de limpeza, de construção e de segurança. Agora esta em andamento a construção da Escola Popular e o projeto de abastecimento de água para todas as casas da área.

0

A Feira da Revolução Agrária agitou a cidade, além de produtos frescos – macaxeira, quiabo, alface, coentro, cebolinha, romã, abobora, feijão, banana, maracujá, milho – trazidos por companheiros das áreas de Zé Ricardo/Pernambuco e Renato Nathan/Alagoas, a atividade também contou com intervenções dos companheiros e panfletagem.

Durante a atividade um vereador da cidade, David Costa (PV), passou em seu carro e exclamou: “-Vão trabalhar vagabundos!”. Este acontecimento causou comoção entre as pessoas que compravam na banquinha da Revolução Agrária e demais pessoas que também trabalhavam ou passavam pelo local no momento. Os xingametos do inimigo é elogio para nós.

A renda da Feira foi discutida em uma Assembleia Popular nos Cabanos do Porto e ficou decidido que esta seria investida na compra de matérias para canalizar a água da fonte até a área.

Terra para quem nela vive e trabalha!

Viva os cabanos do Porto!

Viva a Revolução Agrária!

Liga dos Camponeses Pobres do Nordeste

 

Categoria: Sem categoria  | 

Reproduzimos matéria de http://telmadmonteiro.blogspot.com.br/

 

Belo Monte é a forma de viabilizar definitivamente a mineração em terras indígenas

 

 1

Desenho do projeto Volta Grande em que foi omitida a TI Arara da Volta Grande

ESCRITO POR TELMA MONTEIRO  – 11/09/2012

Como se viabiliza a maior exploração de ouro da história da Amazônia, aproveitando a implantação de empreendimentos hidrelétricos. Isso já está acontecendo no Xingu. Na região do Tapajós, Província Mineral do Tapajós, já há mais de uma dezena de projetos de mineração de ouro de grande porte, em processo de licenciamento, tocados por duas empresas canandenses. Enquanto a sociedade está envolvida nas preocupações e resistências contra os impactos que os empreendimentos hidrelétricos causarão, empresas transnacionais se apoderam de grandes nacos de terra, ajudados por sócios brasileiros.

Pode-se começar essa história ainda no Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) de Belo Monte no capítulo que fala dos direitos minerários na região da Volta Grande do Xingu. Nele consta que há 18 empresas, entre elas a Companhia Vale do Rio Doce (requerimento para mineração de ouro), com requerimento para pesquisa, 7 empresas com autorização de pesquisa e uma empresa com concessão de lavra (CVRD, concessão para extração de estanho) na região onde estão construindo Belo Monte.

Leia mais…

Categoria: Internet  | 

Reproduzimos matéria do http://reporterbrasil.org.br/

Flagrante de trabalho escravo foi em Contagem, na Grande Belo Horizonte. As vítimas estavam alojadas em condições degradantes e chegaram a passar fome

 

Seis trabalhadores foram resgatados em condições análogas às de escravos em uma obra da MRV no município de Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). O flagrante foi feito em 18 de março por uma equipe de auditores-fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE-MG). As vítimas, todas originárias do município mineiro de Manhuaçu, onde foram aliciadas, prestavam serviços em total informalidade, sem equipamentos obrigatórios de segurança, e estavam alojadas em condições degradantes – sofriam com a falta de higiene e, inclusive, de alimentação.

1

Fachada da obra onde fiscalização constatou condições de trabalho degradantes (Fotos: MTE)

A fiscalização foi motivada por denúncias realizadas pelos próprios trabalhadores. A obra, em fase de acabamento, era no empreendimento da MRV chamado Parque Fontana D’Itália, um condomínio fechado de apartamentos com dois quartos. As vítimas foram levadas ao local em 11 de março para a execução de serviços de pintura das calçadas e das passarelas entre os edifícios. Antes, de 28 de fevereiro ao dia 10, elas haviam trabalhado em uma reforma de um imóvel residencial no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, para a empreiteira Teixeira & Sena, que as aliciou em sua cidade-natal e as levou posteriormente à obra da construtora.

2

Homem mostra que trabalha sem equipamentos de proteção necessários

Leia mais…

Categoria: Internet  | 

 

mundurukus_em_belo_monte

mundurukus_em_belo_monte. 2

O próprio Ministério Público Federal emitiu nota nesta quinta-feira, 9 de maio de 2013, demonstrando preocupação com a condução da operação de reintegração de posse em Belo Monte e surpresa com a ordem da ação de despejo. A chefe da Polícia Federal em Altamira, Anelise Wollinger Koerich, responsável pelo relatório em que se baseou a Justiça para emitir a ordem de despejo, é casada com o advogado da Norte Energia S.A, Felipe Callegaro Pereira Fortes, autor do pedido de reintegração de posse. No agravo feito ao TRF1, o advogado chega a citar o relatório da PF, assinado pela sua esposa.

O Ministério Público Federal ressalta que foi notificado, dia 9 de maio, da ordem de reintegração de posse do canteiro de obras de Belo Monte, emitida depois das 22 horas da noite do dia anterior. pela desembargadora Selene Almeida, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1),

Denuncia que a decisão pegou de surpresa os indígenas, o MPF e a Fundação Nacional do Índio,  já que representantes do governo haviam estado no canteiro ontem (dia 8) negociando com os acampados. O MPF demonstra preocupação com as crianças presentes no local.

É dessa forma traiçoeira que ocorre a farsa de “negociação” do governo com o s índios e os laços entre o governo, as empreiteiras e grandes grupos econômicos interessados em Belo Monte vão muito além do matrimônio entre a chefe da PF e o advogado da Norte Energia.

O MPF informou que vai pedir à Justiça Federal que suspenda a reintegração, porque considera que as negociações tinham sido iniciadas e a manifestação é pacífica. O processo tem o nº 0000681-76.2013.4.01.3903.

Fonte: MPF – Ministério Público Federal

Leia, aqui, o pedido do advogado da Norte Energia (Fonte: Ocupação Belo Monte)

 

Categoria: Internet  | 

Reproduzimos nota de repúdio da FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas

 1

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Pará e a Federação Nacional dos Jornalistas vêm a público repudiar, veementemente, a forma violenta e anti-democrática com que o fotógrafo da Reuters, Lunaé Parracho, o jornalista do Conselho Indigenista Missionário, Ruy Sposati, e o correspondente da Radio France Internationale (RFI) no Brasil, François Cardona, foram retirados do canteiro de obras no Sítio Belo Monte, localizado no município de Vitória do Xingu, a 60 Km de Altamira, em cumprimento a uma ordem judicial expedida dia 03 de maio deste ano, que determinou a retirada de pessoas não indígenas do local.

Cumprindo a decisão, e como não havia pessoas não indígenas no canteiro de obras ligadas ao movimento de ocupação, o oficial de Justiça, acompanhado de força policial (Força Nacional e PM/PA) e de representante da empresa Norte Energia, resolveu impedir os profissionais de jornalismo que estavam atuando na cobertura do fato, apesar da referida decisão ser direcionada às partes do processo.

A gritante inversão de valores, que condena quem se dispõe a prestar o serviço da denúncia de diversos problemas vividos pela população daquela região à sociedade paraense e brasileira, não é apenas mais um dos capítulos da história, onde judiciário, policiais e empresários, por puro desconhecimento, desrespeitam os profissionais de jornalismo no nosso Estado. É sim um fato lamentável que depõe, lamentavelmente, contra a empresa e o judiciário paraense, órgão que deveria agir como promotor da Justiça e não o seu contrário.

Diante de tal episódio, que demonstra claramente uma brutal agressão ao exercício profissional, o Sindicato acredita que atitudes como esta extrapolam o respeito e atingem a liberdade de expressão e de imprensa em nosso Estado, tendência desgraçadamente verificada em vários outros estados, vitimando outros jornalistas e jornais.

O Sindicato não permitirá que fatos como estes intimidem a categoria dos jornalistas como um todo, a despeito de vivermos formalmente dentro de um regime democrático de direito, em que a liberdade expressão acha-se consagrada na Constituição.

Em vista disso, o Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará não medirá esforços, dentro do que lhe é possível, no sentido de garantir o livre exercício profissional e o respeito aos profissionais de jornalismo. Ao mesmo tempo, motivar que a imprensa em nosso estado não se cale diante das violações de prerrogativas dos jornalistas.

 

Belém, 06 de maio de 2013.

Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará – Sinjor-PA

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

Categoria: Sem categoria  | 
Justa ocupação de Belo Monte pelos povos indígenas, usurpados secularmente usurpados em seus direitos

Justa ocupação de Belo Monte pelos povos indígenas, usurpados secularmente usurpados em seus direitos

Irmãos Indios defendem seus históricos direitos!

Irmãos Indios defendem seus históricos direitos!

 

Em carta aberta divulgada dia 7/5/2013, os índios dizem que “o governo perdeu o juízo”. De acordo com os manifestantes, “o governo está completamente desesperado. Não sabe o que fazer com a gente”.

Há sete dias no principal canteiro de obras da hidrelétrica, os indígenas aguardam a presença do ministro Gilberto Carvalho no local. “O governo está ficando mais violento”, afirma a carta. Os manifestantes apontam o recrudescimento da postura do governo, na imprensa e no próprio canteiro. “Nós permanecemos calmos e pacíficos. Vocês não”, afirmam.

Os indígenas denunciaram que a área da ocupação foi militarizada, com presença em tempo integral de tropas armadas que “revistam as pessoas que passam e vem, a nossa comida, tiram fotos, intimidam e dão ordens”, além de expulsar, multar e ameaçar de prisão jornalistas e retirar advogados e apoiadores.

Na segunda-feira, dia 6/5, os ocupantes realizaram uma coletiva de imprensa com jornalistas na porta do canteiro para denunciar a censura aos jornalistas. Uma cópia da carta, assinada por todos os indígenas, foi entregue aos repórteres, reforçando a reivindicação dos indígenas e exigindo da Justiça a garantia da presença de observadores externos na área da ocupação.

Indígenas de nove povos diferentes ocupam o principal canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, na região de Altamira, no Pará, exigindo a suspensão das obras e estudos de hidrelétricas nos rios Xingu, Teles Pires e Tapajós, até que seja realizada a consulta prévia sobre a construção de grandes projetos que impactem territórios indígenas.

Ainda de acordo com os manifestantes, o grupo não tem previsão de deixar o sítio Belo Monte. “Nós estamos em seu canteiro e não iremos sair enquanto vocês não saírem das nossas aldeias”, afirmam.

Leia na íntegra a carta dos Indígenas:

Carta no. 4: O governo perdeu o juízo

Nós lemos a nota da Secretaria Geral da Presidência da República.

O governo perdeu o juízo. Gilberto Carvalho está mentindo. O governo está completamente desesperado. Não sabe o que fazer com a gente.

Os bandidos, os violadores, os manipuladores, os insinceros e desonestos são vocês. E ainda assim, nós permanecemos calmos e pacíficos. Vocês não.

Vocês proibiram jornalistas e advogados de entrar no canteiro, e até deputados do seu próprio partido.

Vocês mandaram a Força Nacional dizer que o governo não irá dialogar com a gente. Mandaram gente pedindo listas de pedidos. Vocês militarizaram a área da ocupação, revistam as pessoas que passam e vem, a nossa comida, tiram fotos, intimidam e dão ordens.

Entendemos que é mais fácil nos chamar de bandidos, nos tratar como bandidos. Assim o discurso do Gilberto Carvalho pode fazer algum sentido.

Mas nós não somos bandidos e vocês vão ter que lidar com isso.

Nossas reivindicações são baseadas em direitos constitucionais. Na Constituição Federal, nas lesgislações internacionais. E temos o apoio da sociedade e até dos trabalhadores que trabalham para vocês.

O governo está ficando mais violento. Nas palavras na imprensa, e também aqui no canteiro com seu exército.

É o governo que não quer cooperar com a lei. E faz manobra para tentar desqualificar nossa luta, inventando histórias para a imprensa.

Hoje fazem seis meses que vocês assassinaram Adenilson Munduruku. Nós sabemos bem como vocês agem quando querem alguma coisa.

A má-fé é do Gilberto Carvalho. e apesar de tudo, nós queremos que ele venha no canteiro dialogar conosco. Estamos esperando por você, Gilberto. Pare de mandar policiais com armas na mão para entregar propostas vazias. Pare de tentar nos humilhar na imprensa.

Nós estamos em seu canteiro e não iremos sair enquanto vocês não saírem das nossas aldeias.

 

Belo Monte, Canteiro de obras, Vitória do Xingu, 7 de maio de 2013

Categoria: Sem categoria  | 
Office boy das empreiteiras, Gilberto Carvalho, manda guarda pretoriana de Dilma para ocupar obras do PAC e reprimir e matar operários e índios

Office boy das empreiteiras, Gilberto Carvalho, manda guarda pretoriana de Dilma para ocupar obras do PAC e reprimir e matar operários e índios

Diretor de relações institucionais da Norte Energia, João Pimentel (com camiseta Nike), passa ordens para seus "comandados" no interior do canteiro de Belo Monte, enviados por Gilberto Carvalho.

Diretor de relações institucionais da Norte Energia, João Pimentel (com camiseta Nike), passa ordens para seus “comandados” no interior do canteiro de Belo Monte, enviados por Gilberto Carvalho.

 

O office-boy das empreiteiras Gilberto Carvalho, que tanto tem atacado os operários das obras do PAC e, mostrando que está totalmente a serviço dos grandes grupos econômicos favorecidos pelo governo, açula novamente a repressão contra os povos indígenas. A Secretaria-Geral da Presidência da República publicou nota, uma na noite do dia 6/5/2013, e outra no dia 7, em que exige a retirada dos índios no canteiro da Usina Hidrelétrica Belo Monte, e dá a senha para massacre contra os indigenas que ocupam o local.

Cínico, Gilberto Carvalho tacha os índios de “desonestos”, “violentos”, “contraditórios” e até de “criminosos”, “envolvidos em sequestros, garimpo ilegal de ouro”, etc. O canalha ministro Gilberto Carvalho não fala do assassinato do índio Adenilson Kirixi Munduruku, dia 7 de novembro/2012,  que  levou três tiros disparados pelo delegado da Polícia Federal, Antônio Carlos Moriel Sanches; não fala da Polícia Federal ter destruído e queimadoa Aldeia Teles Pires.  O canalha office-boy Gilberto calunia os índios para esconder os crimes que ele e o governo Dilma/Lula/FMI cometem nas e com as obras do PAC. Tenta esconder que a truculenta tropa da Força Nacional, agentes da Polícia Federal, Abin, tem cometido vários crimes contra os operários e os índios nas regiões onde estão sendo instaladas as usinas hidrelétricas e que, após a publicação do decreto n.º 7.957/2013, dia 13/3/2013, o Executivo passou a contar com sua própria força policial, a ser enviada e “aplicada” em qualquer região do país ao sabor de sua vontade.

Indio Munduruku, Adenilson Kirixi, assassinado pela polícia federal, em novembro de 2012

Indio Munduruku, Adenilson Kirixi, assassinado pela polícia federal, em novembro de 2012

Povo Munduruku e outras etnias fazem manifestação e protestam contra o governo federal na ocupação de Belo Monte, área onde era localizada aldeia indigena - 6.5.2013

Povo Munduruku e outras etnias fazem manifestação e protestam contra o governo federal na ocupação de Belo Monte, área onde era localizada aldeia indigena – 6.5.2013

 

Leia mais…

Categoria: Liga Operária  | 
<